Temer quer acelerar agenda de reformas, mas base admite risco após lista da Odebrecht.Esse encontro ainda não está certo, mas tem sido discutido como uma demonstração de que o governo e ele pessoalmente não estão parados diante das delações da Odebrecht.

Temer quer acelerar agenda de reformas, mas base admite risco após lista da Odebrecht.
Presidente Michel Temer.12/04/2017.REUTERS/Ueslei Marcelino.
Temer quer acelerar agenda de reformas, mas base admite risco após lista da Odebrecht.

Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Palácio do Planalto pretende acelerar as articulações nos próximos dias com a base aliada para tentar aprovar as reformas da Previdência e trabalhista no Congresso, que estariam ameaçadas, na avaliação de parlamentares, após a abertura de inquérito contra dezenas de deputados e senadores implicados nas delações de executivos da Odebrecht e a divulgação dos vídeos em que se expôs o esquema de corrupção.

O presidente Michel Temer poderá se reunir com líderes da base para discutir detalhes do texto da reforma da Previdência no domingo. Esse encontro ainda não está certo, mas tem sido discutido como uma demonstração de que o governo e ele pessoalmente não estão parados diante das delações da Odebrecht.

O texto da reforma deve ser apresentado formalmente na comissão especial da Câmara na próxima terça-feira.

A ordem é manter o calendário das reformas e, segundo interlocutores do presidente, somente a melhora do cenário econômico com a aprovação das medidas será capaz de contrabalançar o “estrago” feito pela lista.

As delações atingiram oito ministros (dois deles do núcleo palaciano) e 63 parlamentares, incluindo aí os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O receio do Planalto é que, se não mostrar reação, poderá ficar refém da Lava Jato e ainda perder credibilidade e a confiança do mercado, que tem respaldado a agenda de reformas.

Por ora, os ministros estão mantidos, uma vez que a “linha de corte” estabelecida por Temer só levaria ao afastamento aqueles que forem alvos de denúncia criminal.

Na linha de rebater acusações, Temer também vai responder a tudo que o envolva, como fez nesta quinta, quando apareceu em um vídeo negando ter tratado de valores e negócios escusos em reunião com executivos da empreiteira.

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