Temer do Brasil pede 40 milhões de dólares para acusação de suborno da Odebrecht “mentira”

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O presidente do Brasil, Michel Temer, gesticula durante uma reunião da Comissão de Reforma das Pensões no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, 11 de abril de 2017. REUTERS / Ueslei Marcelino

Por Lisandra Paraguassu e Pedro Fonseca

BRASÍLIA / RIO DE JANEIRO – O presidente do Brasil, Michel Temer, negou na quinta-feira a realização de uma reunião em 2010, onde um executivo da firma de engenharia Odebrecht SA foi convidado a providenciar um pagamento ilegal de US $ 40 milhões para seu partido político.

A acusação do enxerto, que Temer descartou como “uma mentira”, foi feita por Marcio Faria da Silva, ex-vice-presidente do braço industrial da Odebrecht, escravizado pelo escândalo.

Embora potencialmente prejudicial à sua credibilidade, e os esforços para fortalecer a maior economia da América Latina, a alegação de Faria não ameaça a prisão de Temer no poder. Como presidente, ele tem imunidade temporária para qualquer coisa que ocorreu antes de assumir o cargo no ano passado.

A acusação foi divulgada na quarta-feira, como parte de uma série de acordos de barganha feitos por 77 executivos da Odebrecht envolvidos em um esquema de corrupção maciça.

Faria disse que se reuniu com Temer em 2010 em seu escritório jurídico em São Paulo, juntamente com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, eo deputado Henrique Eduardo Alves, todos membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Na reunião, o pagamento foi solicitado como uma taxa de 5% sobre um contrato que a Odebrecht estava buscando da empresa estatal de petróleo Petroleo Brasileiro SA para a manutenção de ativos em nove países, disse Faria.

Temer confirmou em uma declaração em vídeo divulgada na mídia social que ele participou de uma reunião com um executivo da empresa em 2010, mas não houve conversa sobre uma doação ilegal.

“É uma mentira que, naquela reunião, ouvi qualquer referência ao dinheiro ou a quaisquer relações obscuras entre a empresa e os políticos”, disse o presidente.

Mais cedo na quinta-feira, o escritório de Temer confirmou em uma declaração separada que se encontrou com Faria em 2010 na presença de Cunha para uma reunião “rápida e superficial”, mas negou que Alves participou.

Representantes de Alves e Cunha, que está na prisão, aguardando julgamento por outras acusações, não puderam ser contatados para comentários.

O testemunho de Faria foi entre dezenas de testemunhos de pessões de barganha divulgados pelo Supremo Tribunal Justiça Luiz Edson Fachin.

Com base no depoimento, Fachin ordenou investigações a cerca de 100 políticos como parte da sondagem da Operação Guerra dos Carros em bilhões de dólares em subornos e propinas ilegais em contratos com empresas estatais, particularmente a Petrobras.

As alegações são de que Temer está tentando impulsionar uma reforma do sistema de pensões do Brasil por meio do Congresso, parte de uma agenda favorável às empresas que provocou um aumento no mercado de ações e moeda do Brasil. O Congresso deve iniciar as discussões sobre a reforma na próxima semana.

Alguns legisladores disseram na quinta-feira que o governo pretende acelerar a aprovação das reformas agora que tantos políticos estão sob investigação, mas admitiu que tal medida pode ser difícil.

Em seu depoimento, Faria alegou que, enquanto Temer não falava sobre números, Cunha deixou claro que era esperado um pagamento.

“Ele explicou que estávamos buscando um contrato com a Petrobras e que um compromisso que seria assinado exigiria uma contribuição muito importante para o partido”, disse Faria, acrescentando que estava claro que um suborno estava sendo buscado.

Uma vez que o contrato foi ganho, o pagamento foi feito em dinheiro no Brasil e em contas bancárias estrangeiras, disse Faria. Ele disse que o PMDB levou 4 por cento do valor do contrato, deixando 1 por cento para o Partido dos Trabalhadores de esquerda do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente-executivo da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, atualmente preso por seu papel no programa de lavagem de carros, disse em um acordo de acordo separado que havia disponibilizado US $ 40 milhões para Lula. Ele disse que o pagamento foi negociado por meio de um ministro, não com o próprio Lula.

Lula também negou qualquer irregularidade na quinta-feira, enquanto insinuando que ele estava se preparando para as eleições presidenciais no próximo ano, apesar de cinco processos judiciais pendentes contra ele relacionados com a Operação Lavagem de Carro.

Eleito como primeiro presidente da classe trabalhadora do Brasil em 2002 e retornado ao cargo quatro anos mais tarde, Lula está à frente em pesquisas de opinião para a votação de 2018.

“Vou lutar se me deixarem lutar e vou provar que este país pode ser feliz de novo”, disse Lula, acrescentando que “as pechinchas têm que ser provadas”.

(Reportagem de Pedro Fonseca no Rio de Janeiro, Escrita de Daniel Flynn, Edição de Andrew Hay e Tom Brown)

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