Brasil analisa seis estádios da Copa do Mundo. O juiz da Suprema Corte, Edson Fachin, começou a divulgar suas descobertas na terça-feira

Uma vista aérea do Estádio Maracanã no Rio de Janeiro, Brasil, 12 de janeiro de 2017
Uma vista aérea do Estádio Maracanã no Rio de Janeiro, Brasil, 12 de janeiro de 2017. REUTERS / Nacho Doce

Por Andrew Downie

SAO PAULO -Pelo menos seis das arenas da Copa do Brasil, incluindo o estádio do Maracanã, onde a final foi encenada em 2014, estão sob escrutínio em uma onda de novas investigações de corrupção política lançadas pela Suprema Corte nesta semana.

Odebrecht [ODBES.UL] citou irregularidades na Arena Corinthians de São Paulo, no Estádio Nacional de Brasília, na Arena de Pernambuco, no Recife, no Arena Castelao, em Fortaleza, e na Arena Amazônia, em Manaus. O estádio do Maracanã no Rio de Janeiro.

O juiz da Suprema Corte, Edson Fachin, começou a divulgar suas descobertas na terça-feira, mas detalhes ainda estão surgindo nas horas de depoimentos de 77 executivos atuais e ex-executivos do Odebrecht Group, que está politicamente ligado.

A evidência de que os construtores e políticos colaboraram para fixar contratos reforça as suspeitas de que muitos dos 12 estádios construídos ou renovados para a Copa do Mundo de 2014 foram superestimados.

O Maracana estava programado para custar 700 milhões de reais (US $ 225 milhões), mas eventualmente chegou a 1 bilhão de reais. A arena do Corinthians em São Paulo seria originalmente um estádio menor construído por 350 milhões de reais, mas o custo subiu mais de 1 bilhão de reais depois que foi decidido realizar o jogo de abertura.

O Estádio Nacional de Brasília, que foi apenas renovado para o torneio, foi o mais caro de todos, com 1,4 bilhão de reais.

Os executivos da Odebrecht deram seu testemunho como parte de um acordo com autoridades dos EUA, Brasil e Suíça no maior caso de suborno estrangeiro. Os políticos mencionados no testemunho negaram qualquer irregularidade e agora têm a oportunidade de apresentar provas de sua inocência.

De acordo com testemunhos divulgados pela Suprema Corte, pelo menos cinco executivos da Odebrecht confirmaram que foram feitos pagamentos para garantir o que chamaram de “vantagem injusta associada ao trabalho no estádio Maracanã”.

Em Pernambuco, Manaus e Fortaleza, a Odebrecht e outra construtora colaboraram para “frustrar o caráter competitivo do processo licitatório”.

As empresas também combinaram para inflar o preço de um telhado para o estádio Nacional, de acordo com o testemunho.

A maior pesquisa de enxertos do Brasil, que nesta semana produziu sondagens em quase 100 políticos, já encarcerou dezenas de líderes empresariais e lavadores de dinheiro em bilhões de dólares em subornos para ofertas de obras públicas com empresas estatais.

(Reportagem de Andrew Downie, Edição de Brad Haynes, Bernard Orr)

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