CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O papa Francisco, iniciando serviços da semana santa até a Páscoa, pediu para os jovens continuarem protestando e que não permitam que gerações mais velhas os silenciem ou anestesiem seus ideais.

O papa Francisco, iniciando serviços da semana santa até a Páscoa, pediu para os jovens continuarem protestando e que não permitam que gerações mais velhas os silenciem ou anestesiem seus ideais.
Pope Francis blesses faithful gathered to attend the Palm Sunday Mass in Saint Peter’s Square at the Vatican, March 25, 2018 REUTERS/Tony Gentile

Francisco falou um dia depois que centenas de milhares de jovens norte-americanos responderam a um pedido por ação feito no mês passado pelos sobreviventes do massacre ocorrido em uma escola na Flórida e promoveram protestos nos Estados Unidos para exigir leis mais duras contra porte de armas. O papa não fez menção direta aos manifestantes dos EUA em seu discurso neste domingo.

O líder católico de 81 anos liderou uma procissão para comemorar o dia em que a bíblia afirma que Jesus foi para Jerusalém e foi chamado de salvador, apenas para ser crucificado cinco dias depois.

Fazendo paralelos bíblicos, Francisco pediu para os jovens na multidão que o acompanhava para não serem manipulados.

“A tentação de silenciar jovens sempre existiu”, disse Francisco. “Há muitas formas de silenciar jovens e torná-los invisíveis. Muitas maneiras de anestesiá-los, fazê-los ficarem quietos, sem pedirem nada, sem questionarem nada. Há muitas maneiras de sedá-los, de fazê-los não se envolverem, tornar seus sonhos rasos, chatos e mesquinhos”, disse o papa.

“Caros jovens, vocês têm que gritar”, disse o pontífice, pedindo para os jovens que o acompanhavam para serem como as pessoas que receberam Jesus com palmeiras em vez daquelas que pediram a crucificação dele alguns dias depois.

“Cabe a vocês não ficarem quietos. Mesmo se outros continuarem quietos, se nós velhos e líderes, alguns corruptos, ficarem quietos, se o mundo todo ficar quieto e perder sua alegria, eu pergunto a vocês: Vocês vão gritar?”

E os jovens que o acompanhavam responderam: “Sim!”

Apesar do papa não ter feito menção aos protestos nos EUA ocorridos um dia antes, ele frequentemente tem condenado a produção de armas e os ataques.

Por Philip Pullella

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