Neste domingo, o porta-voz da Hydro, Halvor Molland, admitiu que a empresa decidiu vazar águas retidas em duas ocasiões. Hydro admite ter feito emissões de dejetos não autorizadas no Pará

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Le nombre de créations d’entreprises a augmenté de 3,5% au mois de juillet en France pour s’élever à 46.990. En excluant les auto-entrepreneurs, il a augmenté de 1,8%, à 22.843. /Photo d’archives/REUTERS/Benoît Tessier

OSLO (Reuters) – A refinaria de alumina Alunorte, que pertence à norueguesa Norsk Hydro’s, fez derrames não autorizados de dejetos no mês passado, disse a empresa neste domingo, mais de duas semanas depois das autoridades locais questionarem o caso.

Chuvas pesadas e enchentes na fábrica na metade de fevereiro levantaram o temor de vazamentos de resíduos tóxicos de bauxita no entorno da refinaria e avisos feitos pelo governo de contaminação na região, mas até agora a Hydro mantinha as declarações de que não havia evidências de vazamentos.

Em fevereiro, as autoridades brasileiras ordenaram à empresa que suspendesse metade da produção até que se revisasse os problemas, levando a empresa a suspender os trabalhos sem prazo para retorno.

Na última sexta-feira, o Instituto Evandro Chagas informou à Reuters que irá publicar em breve evidências de contaminação causada pela Hydro Alunorte.

Neste domingo, o porta-voz da Hydro, Halvor Molland, admitiu que a empresa decidiu vazar águas retidas em duas ocasiões, depois que chuvas pesadas aumentaram a pressão na planta de tratamento.

“O canal que usamos para essas emissões não é coberto pela nossa permissão”, disse Molland, acrescentando que a empresa notificou depois as autoridades. “Nós não temos indicações de que essa emissão controlada teve algum impacto negativo no meio ambiente”.

Por Camilla Knudsen