Tucano que votar contra a reforma será punido, mas momento é de ‘convencimento’, diz Alckmin

Governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou sobre a reforma da Previdência em visita a Americana (Foto: Cristina Maia/EPTV)
Governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou sobre a reforma da Previdência em visita a Americana (Foto: Cristina Maia/EPTV)

PSDB fechou questão a favor das mudanças na previdência, mas não estabeleceu sanção a quem descumprir orientação. Geraldo Alckmin esteve em Americana, no interior do estado, neste sábado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste sábado (16) que haverá punição para deputados que votarem contra a reforma da Previdência, mas que o momento atual é de convencimento. Alckmin é presidente da sigla.

“Terá punição. Mas, nós vamos estabelecer… O nosso momento não é de discutir punição, é convencimento. É convencimento”, afirma Alckmin.

O PSDB fechou questão a favor da reforma da Previdência na última quarta-feira (13), na primeira reunião da executiva sob o comando de Alckmin. Ele falou sobre a decisão em visita à cidade de Americana (SP), mas não especificou qual e quando será estabelecida essa punição.

Alckmin assumiu a presidência do partido há uma semana, e havia deixado em aberto a possibilidade de haver um “castigo” aos tucanos que fossem contrários.

PMDB, PTB e PPS também já fecharam questão a favor da reforma da Previdência. As três legendas já tinham decidido punir os deputados que desobedecerem a orientação do partido.

O governador esteve em Americana para inaugurar o Terminal Metropolitano da cidade, obra entregue com três anos de atraso. A construção começou em dezembro de 2013 e tinha previsão inicial de entrega em 12 meses. O investimento total foi de R$ 23,2 milhões, de acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Questionado sobre a ser favorável à regra de transição na reforma da Previdência para servidores que ingressaram antes de 2003, Alckmin se limitou a dizer que o partido ainda vai analisar a questão e afirmou que o projeto tem passado por mudanças.

Os servidores que ingressaram no serviço público até 2003 têm, atualmente, direito à integralidade e à paridade, ou seja, eles conseguem se aposentar com o valor do último salário e têm reajuste igual ao servidor da ativa.

Na proposta atual de reforma da Previdência, homens teriam que completar 65 anos e as mulheres, 62 para garantir a aposentadoria integral e o mesmo reajuste dos ativos. Ou seja, os servidores não teriam regra de transição e teriam de atingir essas idades mínimas para manter os benefícios atuais.

A mudança na regra de aposentadoria do funcionalismo público gerou reação entre servidores dessa classe, que poderiam até se aposentar antes, mas pela média salarial.

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