OMS alerta para risco da febre amarela se espalhar pela América do Sul
Organização não recomenda restrições de viagens ao Brasil.

O surto de febre amarela na região leste de Minas foi acompanhado de um movimento perigoso, motivado pela desinformação
O surto de febre amarela na região leste de Minas foi acompanhado de um movimento perigoso, motivado pela desinformação

Desde dezembro foram registrados 921 casos suspeitos no país.
A Organização Mundial da Saúde fez um alerta sobre o risco de o vírus da febre amarela se espalhar em regiões com o mesmo tipo de mata, na América do Sul. Mas a OMS não recomenda restrições de viagens ao Brasil ou países onde existam casos da doença.

O surto atingiu mais gente em Minas Gerais. Há filas nos postos, principalmente no leste do estado. As autoridades locais avisam: a prioridade é para a população da zona rural, onde os casos se alastram.

Em algumas regiões do Espírito Santo e em São Paulo também há filas nos postos de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, esse é o maior surto de febre amarela silvestre da história.

Desde dezembro foram registrados 921 casos suspeitos no país, 161 foram confirmados, outros 702 estão sob investigação. O governo confirma 60 mortes por causa da febre amarela. Oitenta e sete mortes ainda estão sendo investigadas.

Colômbia e Peru, também estão às voltas com o problema. Mas só o Brasil teve casos confirmados de febre amarela. Por causa do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde reforçou o alerta para outros três países vizinhos
A doença é transmitida por um mosquito que vive em regiões de mata. O surto da febre amarela silvestre nos humanos é precedido da transmissão em macacos. E isso, de acordo com o relatório da OMS foi notificado em Roraima, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e Distrito Federal.

O relatório afirma que essas ocorrências em regiões de fronteira com Venezuela, Argentina e Paraguai representam um risco de circulação do vírus para esses países, especialmente, em áreas com o mesmo ecossistema.

O governo diz que há vacinação permanente em 19 estados do Brasil. A Organização Mundial da Saúde diz que uma só dose da vacina é suficiente para dar imunidade para a vida toda.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é de tomar duas doses da vacina ao longo da vida com um intervalo de dez anos e ela continua valendo. Mas, agora, o governo também recomenda a vacinação para quem está próximo da Zona da Mata de Minas Gerais. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde.

“Não é uma epidemia. É um surto localizado. A OMS está pedindo na verdade que os estados de fronteira com o Brasil fiquem atentos a ocorrência a morte de macacos por febre amarela e notifiquem rapidamente para que nós possamos tomar as providencias de vacinação”, destaca Ricardo Barros, ministro da Saúde.

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