Estreante no Festival de Verão, Safadão é uma das atrações

Estreante no Festival de Verão, Safadão é um dos nomes mais aguardados do segundo dia de evento, que será dedicado ao sertanejo e ao axé (Foto: Divulgação)

Estreante no Festival de Verão, Safadão é uma das atrações mais aguardadas do domingo

Estreante no Festival de Verão, Safadão é um dos nomes mais aguardados do segundo dia de evento, que será dedicado ao sertanejo e ao axé (Foto: Divulgação)
Estreante no Festival de Verão, Safadão é um dos nomes mais aguardados do segundo dia de evento, que será dedicado ao sertanejo e ao axé (Foto: Divulgação)

O sertanejo está estourado em todo o país e vai dar o tom do segundo dia de Festival de Verão 2016. Wesley Safadão, Luan Santana, Jorge e Mateus e Matheus e Kauan, alguns dos maiores representantes do gênero atualmente, foram convocados para fazer a festa na Arena Fonte Nova, local que recebe pela primeira vez o festival.

No domingo, quando eles se apresentam a partir das 16h, o axé também terá destaque com outras duas estrelas: Saulo e Ivete Sangalo.

Uma das atrações mais aguardadas, Wesley Safadão, está acostumado a fazer shows em que canta mais de cinco horas seguidas e também a participar de festivais onde o tempo é mais curto, devido à quantidade de atrações. “Quando estou no palco, me sinto livre, em casa. Então, quando estou nos meus eventos, como Garota White e VIP, perco a noção do tempo e o show corre solto. Nos festivais, o público já tem conhecimento que o show é menor, mas tento fazer com que a galera curta bastante e saia cantando todas as músicas”, compara.

No início da carreira, o forró era o ritmo mais associado ao cantor, que diz transitar com facilidade pelo sertanejo. Seguindo o sucesso do ritmo, Safadão faz hoje uma média de 25 shows por mês e 300 por ano.

Encontros

Dono de hits como Camarote, Coração Machucado, A Dama e o Vagabundo e Vou Dar Virote, Safadão já gravou músicas com quase todas as atrações do segundo dia de festival. A exceção fica por conta de Saulo, com quem ele não descarta um dueto. “Já tinha dito no Carnaval deste ano que gostaria de gravar algo com Saulo. Se Deus quiser, irei concretizar esse desejo”, afirma.

Safadão já gravou músicas com quase todas as atrações que estão na programação de domingo do Festival de Verão; exceção fica por conta do baiano Saulo, com que ele sonha em fazer uma parceria (Foto: Divulgação)
Safadão já gravou músicas com quase todas as atrações que estão na programação de domingo do Festival de Verão; exceção fica por conta do baiano Saulo, com que ele sonha em fazer uma parceria
(Foto: Divulgação)

Presença garantida em grandes festivais, Safadão comemora o fato de encontrar com frequência artistas que hoje já são amigos. “Nos encontramos bastante nos muitos eventos que acontecem no país. Fico muito feliz quando vejo que cada vez mais nossa música está ganhando espaço”, comemora.

Lançado há três meses no YouTube, o clipe de Meu Coração Deu Pt, em que Safadão canta com a dupla Matheus e Kauan, já tem mais de 61 milhões de visualizações e é um dos mais acessados do canal do cantor cearense. Quem também participa do DVD WS em Casa é Luan Santana, na faixa Sou Mais Forte.

No repertório do show, Safadão garante que não vai deixar de fora as músicas do novo álbum. “Meu repertório é feito enquanto estou no palco. Minha cabeça trabalha intensamente durante os shows”, confessa. Sobre a possibilidade de dividir o palco do Festival de Verão com alguma das outras atrações do domingo, Safadão desconversa: “Seria muito legal, mas não sei se nossos horários vão bater no evento”, afirma.

Estreantes

Este é o primeiro ano de Wesley Safadão no Festival de Verão. “Já ouvi falar muito do festival e fico feliz em participar agora”, afirma o cantor, que é apaixonado por futebol e comemora o fato de cantar na Arena Fonte Nova. “Fonte de Gols?! Agora fiquei mais feliz. Tomara que ele me dê muita sorte”, disse ele sobre a fama do local.

Além dele, a dupla Matheus e Kauan, dona dos sucessos Que Sorte a Nossa, Nosso Santo Bateu e Decide Aí, é outra estreante da edição. Mas eles dividem o segundo dia de festival com a grande veterana: Ivete Sangalo, que participou de todas as edições. Dentre os sertanejos, quem acumula maior número de passagens na festa é a dupla Jorge e Matheus, que desde 2010 participa do evento.

A dupla Matheus e Kauan também é estreante da edição desse ano (Foto: Divulgação)
A dupla Matheus e Kauan também é estreante da edição desse ano (Foto: Divulgação)

Em seguida, vem Luan Santana – que este ano chega à sua quarta participação, com muitas histórias para contar em relação ao evento. Afinal, na edição de 2011, ano de sua estreia, ele passou mal e não conseguiu realizara a apresentação.

No ano seguinte, durante o show que arrastou milhares de fãs adolescentes ao Parque de Exposições, um problema no gerador do palco principal interrompeu o show do cantor, deixando o festival às escuras por um tempo. “Ano passado passei mal, esse ano faltou luz, mas vocês têm luz própria”, disse, arrancando muitos aplausos.

Sucesso nacional

Dono das 30 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras no mês passado, somente quatro não eram de artistas sertanejos. Ludmilla, Anitta, Thiaguinho e Sorriso Maroto conseguiram, cada um como uma música, entrar no disputado ranking nacional. Safadão ficou no Top 10 com Meu Coração Deu Pt, sua nova música de trabalho. Luan Santana, que conquistou a quinta posição, ainda garantiu a 11ª.

Quem também emplacou duas músicas cada foram as duplas Matheus e Kauan e Jorge e Mateus.O público que for conferir o segundo e último dia do Festival de Verão 2016, portanto, vai ouvir muitos desses sucessos e poder cantar em coro com os artistas.

Revitalizado, Titãs comemora 32 anos com show no Rock Concha 2015

Grupo é a atração principal do primeiro dia do evento, neste sábado (3).
Banda paulistana traz a Salvador o show do DVD ‘Nheengatu Ao Vivo’.

Titãs comemora 32 anos com show no Rock
Titãs traz a Salvador o show ‘Nheengatu Ao Vivo’ (Foto: Marcos Hermes)

Viver de rock por 32 anos no Brasil não é uma tarefa das mais elementares. Ainda mais quando se lida com prisões de integrantes, morte de um dos guitarristas e saída do baterista, do baixista e de um dos vocalistas.

O Titãs, principal atração do primeiro dia do Rock Concha 2015, que ocorre no Clube Espanhol, em Salvador, no sábado (3) e no domingo (4), sobreviveu a tudo isso, e sem perder a relevância ao longo de mais de três décadas de estrada.Revitalizado, Titãs comemora 32 anos com show no Rock Concha 2015

Em 2014, o grupo lançou o elogiado “Nheengatu”, retomando uma sonoridade mais pesada, com letras que mostram a fratura exposta da realidade brasileira, tocando em temas como pedofilia, violência doméstica e manifestações políticas. Com o sucesso de público e crítica, a banda, então, resolveu lançar em 2015 o DVD “Nheengatu Ao Vivo”, que é o show que aporta no Rock Concha.

Para Branco Mello, vocalista e baixista, a banda atravessa um momento especial. “Estamos vivendo uma retomada como banda”, diz o músico. “Eu toco baixo, Paulo guitarra, voltamos a pulsar como banda. A química continua funcionando, traz todo o DNA do começo, mas com a bagagem de 32 anos”, acrescenta.

Paulo Miklos, vocalista e guitarrista, acredita que o “Nheengatu” foi imprescindível para o bom momento que o grupo vive. “Este disco nos surpreendeu pela repercussão junto aos fãs, que abraçaram o trabalho novo e que o compararam com um disco clássico [ele se refere ao “Cabeça Dinossauro”, de 1986], o que deixa a gente muito feliz.

E para Paulo, o fato da banda hoje ter quase a metade dos integrantes da formação original [a formação clássica do Titãs era um octeto, enquanto atualmente são quatro integrantes originais mais um baterista contratado] não afeta a força do som do Titãs.

“A gente tinha um excesso de contingente”, brinca. “Eu cantava, mas era uma espécie de regra três, tocava gaita, banjo. Ficava inventando coisas para fazer. Mas nosso som mesmo é duas guitarras, baixo, bateria e teclado, que é o que temos até hoje”, explica o vocalista.

E para isso, à medida em que os outros integrantes foram saindo, eles mesmos resolveram assumir os instrumentos, em vez de usar músicos contratados. “Essa decisão veio do fato da gente acreditar que essa sonoridada simples, mas com traço característico da personalidade do Titãs, é a veia desse novo trabalho. A gente não consegue isso com participações. É mais tosco, mas é mais verdadeiro”, afirma Paulo”.

“Depois da saída do Charles [Charles Gavin, baterista da formação clássica da banda], decidimos parar de tocar com músicos contratados”, diz Branco Mello. “Resolvemos que a gente tinha que voltar a pulsar como banda. Eu já tocava baixo desde os anos 80, Paulo também. Então a gente resolveu assumir os instrumentos”, acrescenta.

Para Branco, é a junção dos quatro membros originais que faz a força do Titãs. “Quando começamos a tocar juntos nessa formação, tudo fluiu naturalmente”, conta. “Tem algo que não se perde: o DNA da banda. Nós somos os mesmos caras que estávamos em 1982, estreando no Sesc Pompeia, à meia-noite”, completa Branco.

E é esta formação – Paulo Miklos (vocal e guitarra), Branco Mello (vocal e baixo), Sérgio Britto (vocal e teclado) e Tony Bellotto (guitarra) -, com o acréscimo do baterista Mario Fabre, que promete não deixar pedra sobre pedra neste sábado, no Clube Espanhol. No repertório, canções do “Nheengatu” misturadas a clássicos do Titãs.

“A gente selecionou músicas que possuem um bom diálogo com o set do DVD, como “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”, “Massacre”, “Desordem”, “Televisão”, “Pela Paz”, conta Branco. “Mas a gente tem um repertório muito grande, então nem todo show é igual. Às vezes, tiramos três músicas e colocamos outras três”, fala o vocalista, deixando a dica de que podem surgir surpresas no repertório para Salvador.

Outra novidade do show atual são as máscaras que a banda usa nas primeiras canções da apresentação. “Vêm do primerio clipe de ‘Nheengatu’, da canção ‘Fardado'”, explica Branco.

“O diretor do clipe, Oscar Rodrigues Alves, foi quem teve a ideia: ‘E se vocês tivessem tocando com uma maquiagem, uma espécie de palhaços infernais, de terno, com um visual sombrio?’. Ficou tão bom e combinou tanto com a sonoridade do disco, que a gente achou legal usar as maquiagens no palco. Mas a gente não queria ficar maquiado o show inteiro, então chamamos um cara de teatro, que fez as máscaras. Ele tirou o molde das nossas caras e as fez. A gente toca quatro músicas novas com as máscaras, e parece uma banda nova. Então, a gente tira, e aí já vira o Titãs”, conta Branco.

E a banda não esconde a expectativa de trazer este novo show para Salvador, local que eles dizem ser especial para o Titãs. “Desde o começo, desde a primeira vez, teve uma coisa com o público de rock aí, que a gente não sabia que existia”, diz Branco. “No começo, fomos acolhidos pelo povo baiano de uma maneira incrível. Nosso primeiro show aí foi no Circo Troca de Segredos [que ficava em Ondina, nos anos 80], e fomos surpreendidos. As pessoas cantavam tudo, conheciam tudo”, lembra.

Para Paulo, o fato do Rock Concha não ser realizado na Concha Acústica, que está em reforma, não tira o brilho do evento. “O show não ser lá não é um desapontamento. O evento está mantendo viva a chama, para depois voltarmos à Concha”, diz o músico, que afirma ter carinho especial pela Concha Acústica.

“Fizemos shows históricos lá. Aquela energia é fantástica, porque o público se apodera do show”, destaca Paulo. “Lembro de uma vez que rolou uma chuva torrencial e ficou um palmo de água no chão. Não havia ainda a cobertura na Concha, e os equipamentos foram queimando, mas ninguém saiu, o público se manteve lá, e nós falamos: ‘A gente não pode ir. Vamos ficar até queimar tudo’. E quando queimou tudo, a gente foi embora”, conta Paulo.

Localizada na Praça Cairú, ao lado do Mercado Modelo, o prédio da Alfãndega

Localizada na Praça Cairú, ao lado do Mercado Modelo, o prédio da Alfãndega foi construída no meado do século XIX. Impressiona pela amplitude e solidez. Sua forma rotunda é muito apreciada.

Localizada na Praça Cairú, ao lado do Mercado Modelo, o prédio da Alfãndega
Localizada na Praça Cairú, ao lado do Mercado Modelo, o prédio da Alfãndega

Salvador é um município brasileiro, capital do estado da Bahia, localizado na Mesorregião Metropolitana de Salvador e Microrregião de Salvador, Região Nordeste do país. Primeira capital do Brasil Colônia, Salvador é notável em todo o país pela sua gastronomia, música e arquitetura, e sua área metropolitana é a segunda mais rica do Norte-Nordeste do Brasil em PIB. A influência africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura afro-brasileira. O Centro Histórico de Salvador, iconizado no bairro do Pelourinho, é conhecido pela sua arquitetura colonial portuguesa com monumentos históricos que datam do século XVII até o início do século XX, tendo sido declarado como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1985.

O símbolo maior da Bahia, as baianas de acarajé integram a paisagem

Ícone da cultura do Estado, as baianas de acarajé comemoram o seu dia nesta terça-feira (25). O ofício, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio

Ícone da cultura do Estado, as baianas de acarajé comemoram o seu dia nesta terça-feira (25). O ofício, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio
Ícone da cultura do Estado, as baianas de acarajé comemoram o seu dia nesta terça-feira (25). O ofício, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio

O símbolo maior da Bahia, as baianas de acarajé integram a paisagem mística da Bahia. Matriarcas generosas de muitos quitutes, além do tão celebrado acarajé, oferecem também abará, cocadas, bolinhos de estudantes, entre outras delicias de olhar e de comer. Componentes de paisagens das cidades, especialmente Salvador, são personagens urbanos, mulheres trabalhadoras, verdadeiras mantenedoras de famílias. O tipo social e cultural marca a vida de algumas capitais, projetando, pela roupa, pelo comportamento ético e pela oferta de comidas, traços relativos aos terreiros no cotidiano de milhares de pessoas, que identificam a baiana como uma síntese do que é afro.

Salvador é conhecida como a “capital cultural do país”

Salvador é conhecida como a “capital cultural do país”, berço de grandes nomes no cenário artístico, com destaque mundial. A cidade investe cada vez mais no turismo, que é reconhecido como importante atividade, principalmente no que se refere à exploração das artes, belezas naturais e patrimônios culturais.

Salvador é conhecida como a “capital cultural do país”, berço de grandes nomes no cenário artístico, com destaque mundial.
Salvador é conhecida como a “capital cultural do país”, berço de grandes nomes no cenário artístico, com destaque mundial.

As ruas do Centro Histórico transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Durante as visitas ao local, pode-se aprender, com a ajuda dos guias, como se desenvolveu a colonização da primeira capital do país. Até 1763, Salvador sediou a capital da Coroa Portuguesa nas Américas, sendo que alguns monumentos construídos neste período continuam preservados, o que torna o patrimônio arquitetônico dessa cidade muito valorizado. No Pelourinho, existem mais de 800 casarões dos séculos XVII e XVIII.

Diversas igrejas e museus completam a estrutura deste bairro, que, no passado, era ponto oficial de tortura dos escravos. A cidade destaca-se historicamente, também, por ter sido o principal porto do Hemisfério Sul até o século XVIII. A Bahia sempre teve um litoral diferenciado, considerando que detém o maior número de praias do país. Por isso, a natureza foi generosa nos 50 quilômetros de costa que Salvador tem, onde as belezas naturais são tão vastas quanto o próprio litoral. Com tantas praias, fica fácil explicar porque a cidade é tão procurada pelos amantes de esportes aquáticos.

Em Salvador, os mergulhadores encontram espaço ideal. Além de belezas naturais submarinas, a cidade tem o maior número de naufrágios registrados no Brasil. Algumas ruínas de antigos navios estão a poucos metros da praia, acessíveis para iniciantes em mergulho. Quem prefere emoções mais fortes, pode visitar navios pouco explorados, situados em águas profundas, ainda na Baía de Todos os Santos. As águas alcançam, em média, 26ºC, o que favorece a prática de variadas modalidades esportivas. Nos passeios a beira-mar, podemos ver pessoas praticando windsurfe, kitesurf, além do próprio surfe, que tem campo propício em quase todas as praias da capital. Outros tipos de esportes também são incentivados na cidade, como o sandboard, que encontra nas dunas espaço adequado.

Nas áreas mais urbanas, é possível presenciar skatistas em half-pipes e até rapeleiros pendurados em prédios e viadutos. Os saltos de asa-delta saem do alto de Ondina, uma grande área de preservação ambiental, que resguarda um Zoobotânico com cerca de 18ha, que chama atenção dos visitantes pela variedade de espécies que preserva. As reservas ecológicas de Pituaçu e São Bartolomeu, em Pirajá, com respectivamente 425 e 1.550ha, também enchem os olhos dos amantes da natureza. As riquezas da cidade podem ser vistas em cada esquina. Alegria, criatividade, musicalidade, riqueza folclórica e cultural são inerentes ao povo baiano, que tirou da mistura de raças e costumes o seu principal tempero. Os visitantes que chegam a Bahia sempre são bem recebidos, porque, neste estado, todos são brancos, negros e índios. Portanto, Salvador é a capital da multiplicidade e, em potencial, o maior destino turístico do país.