Cunha garante compromisso da Câmara com ajuste fiscal para não “afugentar investidores”

Presidente da Câmara dos Deputados,  Eduardo Cunha  (PMDB-RJ). 4/3/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 4/3/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Em meio à tensão nas relações entre governo e Congresso, o presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), garantiu nesta segunda-feira que a Casa vai agir com responsabilidade na votação de medidas de ajuste fiscal para garantir a credibilidade do país, mas disse que dificilmente o PMDB manterá a aliança com o PT nas eleições de 2018.

Cunha foi um dos 47 políticos citados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para abertura de investigação no escândalo de corrupção da Petrobras. Apesar de chamar a denúncia de “erro e um grande piada”, o presidente da Câmara prometeu não transformar o caso numa queda de braço com o governo a ponto de prejudicar a já instável economia brasileira.

A estabilidade econômica, disse Cunha, é fundamental para a tentativa de retomada de crescimento do país a partir de 2016 e para a atração de novos investimentos.

O governo está com dificuldades em aprovar no Congresso medidas de ajuste fiscal. Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu uma medida provisória editada dias antes pelo governo e que previa redução das desonerações tributárias para vários setores da economia.

“Temos que evitar que isso (a crise política) contamine a economia. Temos que evitar que o Brasil perca os investimentos, o grau de investimento, a confiança dos investidores, que a crise política não seja um fato para afugentar investidores”, disse ele a jornalistas na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

“Precisamos ter consciência do papel que temos que desempenhar para dar um sinal de tranquilidade para os investidores e para o mercado. Se não fizermos isso, nós vamos estar aprofundando a crise econômica.”

Apesar de ser da base aliada do governo, Cunha tem uma relação conflituosa com o Palácio do Planalto e a lista de Janot estremeceu ainda mais a relação entre os poderes. Para ele, o governo está querendo dividir sua crise com o Congresso. “Há uma tentativa de dividir o ônus em uma crise que está instalada dentro do Poder Executivo. A corrupção é da Petrobras é do governo”, declarou.

ALIANÇA 2018: “POUCO PROVÁVEL”

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