Presos ou no exílio, separatistas catalães utilizam cartas e vídeos em campanha eleitoral.Situação política de candidatos separatistas cria campanha eleitoral a
Carles Puigdemont, ex-presidente regional da Catalunha, em pronunciamento (Foto: Ruben Moreno/Presidency Press Service, Pool Photo via AP)
Carles Puigdemont, ex-presidente regional da Catalunha, em pronunciamento (Foto: Ruben Moreno/Presidency Press Service, Pool Photo via AP)
típica na Espanha. Após tentativa frustrada de independência da Catalunha, um candidato está preso e outro está na Bélgica.

m candidato faz discursos por videoconferência; outro manda cartas da prisão. Assim vive o separatismo catalão nesta campanha completamente atípica para as eleições regionais de 21 de dezembro.

Após tentativa frustrada de independência da Catalunha, Carles Puigdemont (presidente da Catalunha destituído) está exilado na Bélgica, impedido de voltar à Espanha; e Oriol Junqueras (ex-vice-presidente) está preso.

Eles são acusados de rebelião, sedição e malversação por impulsionar o processo de separação que culminou na independência da Catalunha e na posterior reação do governo espanhol.

Apesar dessa situação política, entretanto, eles estão fazendo de tudo para permanecerem na visibilidade para a corrida eleitoral.

Puigdemont, por exemplo, participa das disputas da campanha por videoconferência, com tuítes diários e algumas entrevistas à mídia catalã.

Tribunais e tuítes

Depois que Madri assumiu a tutela da autonomia catalã, Puigdemont decidiu ir, no fim de outubro, à Bélgica, país conhecido por receber diversas personalidades em exílio, a fim de demostrar que na Espanha estão submetidos a um “julgamento político”.

“A estratégia de pôr o foco na cena internacional finalmente foi útil”, escreveu exultante de Bruxelas, um dia após a Justiça espanhola retirar a ordem europeia de extradição contra ele e quatro ex-conselheiros de seu governo.

Reivindicando ser “presidente legítimo” dos catalães, o candidato do Juntos por Cataluña, uma coligação de membros do seu partido PDeCAT com separatistas, começou seu retorno ao cenário eleitoral, se reaproximando dos ex-parceiros do ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), partido fundado em 1931.

“Nós votamos ERC, mas nosso presidente é o Puigdemont”, disse Eli Baró, de 40 anos, procedente de Pineda de Mar, na manifestação que reuniu 45.000 separatistas em Bruxelas em 7 de dezembro.

Cartas e ligações

A situação da ERC é pior, com Oriol Junqueras (vice-presidente destituído) preso desde 2 de novembro. “Nossa capacidade de influência dos cidadãos é muito reduzida. Não podemos ir a debates, nem dar entrevistas, nem ir a programas de televisão”, lamenta seu braço direito, Raül Murcia.

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