A Fórmula 1 vê a China como uma jogada em longo prazo e acredita que ainda levará alguns anos para ter um segundo Grande Prêmio

Carey disse que é importante ter um parceiro que entenda o mercado e que ajude a estabelecer um trabalho de base para a Fórmula 1
Carey disse que é importante ter um parceiro que entenda o mercado e que ajude a estabelecer um trabalho de base para a Fórmula 1

BUDAPEST (Reuters) – A Fórmula 1 vê a China como uma jogada em longo prazo e acredita que ainda levará alguns anos para ter um segundo Grande Prêmio no país de 1,3 bilhão de pessoas, de acordo com o presidente e executivo chefe do esporte, Chase Carey.

“A China é um pouco como os EUA – dois mercados enormes. Isso claramente vai demorar um tempo”, disse o norte-americano à Reuters, no Grande Prêmio da Hungria.

“São mercados que provavelmente serão importantes para a Fórmula 1 em um espaço de cinco a dez anos, não de três anos”, acrescentou.

A China tem um Grande Prêmio em Xangai desde 2004, mas a renovação do contrato está chegando, e a corrida do ano que vem recebeu um asterisco, junto com a de Cingapura, que também está sujeita à confirmação.

Carey afirmou que tem tido “boas conversas” com organizadores das duas corridas.

Enquanto continuam as negociações, também houve conversas sobre a China eventualmente receber uma segunda corrida, junto com uma expansão nos Estados Unidos.

O diretor executivo da McLaren, Zak Brown, disse no começo de julho que a Fórmula 1 precisa de duas etapas na China e sugeriu que uma delas deveria ser em um circuito de rua, para levar a corrida para mais perto das pessoas.

A Fórmula 1 também anunciou um acordo com a agência de marketing Lagardere Sports para construir parcerias estratégias com a China para 2018.

Andrew Georgiou, executivo chefe da Lagardere Esportes e Entretenimento, afirmou à Reuters em março que o crescimento da classe média chinesa pode representar mais 400 milhões de pessoas com renda para gastar com entretenimento nos próximos 12 ou 13 anos.

Carey disse que é importante ter um parceiro que entenda o mercado e que ajude a estabelecer um trabalho de base para a Fórmula 1, construindo uma audiência por meio de televisão, mídia digital, exibições e eventos.

“Começa com ‘quais os relacionamentos mais apropriados para desenvolvermos no mercado chinês e, com eles, desenvolver as extensões e as capacidades para nos conectarmos com o mercado e os torcedores chineses da maneira correta?'”.

“Podemos ter uma segunda corrida? Sim. Mas essas discussões são posteriores”, explicou.

Carey afirmou que o foco nos próximos seis meses será desenvolver uma estratégia para o crescimento do esporte na China.

“A tecnologia do nosso esporte e suas estrelas o tornam um grande esporte para os parceiros chineses, precisamos apenas construir as plataformas para nos conectar com eles da maneira certa”, disse.

O presidente, que substituiu Bernie Ecclestone, em janeiro, depois da aquisição da F1 pela Libety Media, disse que qualquer corrida na China receberia um público significativo, mas que isso não é o mais importante para ele.

“O importante será ‘como pegaremos todos os eventos que temos, e todas as coisas criadas em torno do evento, e permitiremos que 1,3 bilhão de chineses se conectem a eles?”, afirmou.

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