Temer do Brasil processa inimigos bilionários por acusações de enxerto no sábado que ele liderou um esquema de corrupção em que os políticos espremiam executivos de alto nível por subornos e prometeu processar o empresário.

FILE PHOTO: O presidente do Brasil, Michel Temer, gesticula durante uma cerimônia de inauguração do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, 31 de maio de 2017. REUTERS / Ueslei Marcelino / Arquivo Foto
FILE PHOTO: O presidente do Brasil, Michel Temer, gesticula durante uma cerimônia de inauguração do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, 31 de maio de 2017. REUTERS / Ueslei Marcelino / Arquivo Foto

Por Lisandra Paraguassu e Bruno Federowski

BRASILIA / SAO PAULO – O presidente do Brasil, Michel Temer, negou as alegações feitas por um empresário bilionário em uma entrevista da revista publicada no sábado que ele liderou um esquema de corrupção em que os políticos espremiam executivos de alto nível por subornos e prometeu processar o empresário.

Em um comunicado, o escritório de Temer disse que vai levar “todas as ações apropriadas” contra o bilionário Joesley Batista, que disse à revista Época que o político de 77 anos já administra um esquema de suborno de favores no governo desde 2010.

Em sua primeira entrevista desde que atingiu um acordo de clamência com os promotores brasileiros, Batista disse a Época que Temer pediu dinheiro várias vezes nos últimos anos, pois liderou um grupo de altos políticos que exigiam regularmente propinas em troca de favores políticos.

“Temer é o líder de uma organização criminosa da casa baixa”, disse Época citando Batista. “Aqueles que não estão presos estão no governo. Eles são muito perigosos”.

Os advogados de Temer disseram no comunicado divulgado por seu escritório que eles vão processar ações civis e criminais contra Batista já na segunda-feira. Os representantes da imprensa da Batista e da holding de investimentos de sua família, J & F Investimentos SA, não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

A próxima semana já prometeu ser tensa para Temer e Batista, um dos empresários mais ricos do Brasil. O Supremo Tribunal deve discutir a validade do acordo de argumento de Batista, e o procurador-geral Rodrigo Janot pode apresentar acusações contra o presidente por acusações de corrupção que Batista fez em maio.

Temer, em sua declaração no sábado, rejeitou as alegações de Batista na entrevista da Época, dizendo que o bilionário buscou repetidamente a ajuda de Temer para seu benefício pessoal, mas foi negada.

Temer também atacou os termos do acordo de clemência que permitiu que Batista escapasse à acusação, dizendo na declaração que os termos tornaram o bilionário “o criminoso mais bem sucedido do Brasil de todos os tempos”. A declaração dizia que os testemunhos de Batista “culpam seus crimes contra outros, enquanto protegem seus parceiros reais”. A declaração não identificou ninguém.

AMEAÇA DE OUSTER

Na semana passada, Temer escapou da ameaça de expulsão como presidente depois que o principal tribunal eleitoral brasileiro descartou um caso sobre o suposto financiamento de campanha ilegal para as eleições de 2014 – em que ele correu no mesmo bilhete da ex-presidente Dilma Rousseff.

Rousseff foi acusado no ano passado de acusação de que supervisionou o tratamento de contas orçamentárias.

A J & F concordou em pagar uma multa de clandestinação de 10,3 bilhões de reais (US $ 3,1 bilhões), depois que Joesley Batista e seu irmão Wesley admitiram subornar quase 1.900 políticos nos últimos anos. JBS SA controlou J & SA, o número 1 do mundo, está sendo investigado por alegadas insider trading antes do anúncio do acordo de clemência da família Batista.

Batista negou ter pedido transações de insider na JBS, de acordo com a entrevista da Época, acrescentando que ele acreditava que todas elas estavam feitas de acordo com a lei.

Ele disse que a J & F venderá “tantos ativos quanto necessário” para evitar preocupações sobre a solvência do grupo. A J & F diversificou a partir de embalagens de carne nos últimos anos, expandindo-se para a moda, limpeza doméstica, bancário e pulpmaking com a ajuda de empréstimos estaduais, disseram os promotores.

(Editando por Guillermo Parra-Bernal e Leslie Adler)

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