Temer aposta em legado de inflação baixa conforme crescimento desaponta.A inflação no país ficou acima do centro da meta nos últimos sete anos, chegando a atingir dois dígitos em 2015.

 Presidente Michel Temer.06/04/2017
Presidente Michel Temer.06/04/2017.REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Alonso Soto

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Michel Temer quer que a inflação baixa seja o legado de sua presidência e mira a redução da meta oficial apesar da pressão de aliados para priorizar o crescimento econômico antes das eleições do ano que vem, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto.

Com seu governo marcado por escândalos de corrupção e uma árdua recessão, Temer acredita que a melhor oportunidade para deixar uma marca duradoura é marcando posição no combate à inflação, afirmaram as fontes, que pediram para não serem identificadas por não serem autorizadas a falar publicamente.

Medida pelo IPCA, a meta de inflação do Brasil — de 4,5 por cento ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual — é uma das maiores entre as principais economias do mundo. Ela vale tanto para 2017 quanto para 2018. México e Chile, por exemplo, têm metas de 3 por cento.

A inflação no país ficou acima do centro da meta nos últimos sete anos, chegando a atingir dois dígitos em 2015. Mas com a recessão pesando sobre a demanda, o IPCA caiu a 4,57 por cento no acumulado em 12 meses até março.

A meta para 2019 ainda precisa ser definida, o que será feito em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) em junho. Nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer disse em nota que a equipe econômica irá considerar uma mudança no centro da meta diante da queda das projeções de inflação para 2017 e 2018. Os que são contrários a uma meta mais baixa receiam que ela poderá reduzir a capacidade do Banco Central de cortar a taxa básica de juros para estimular a economia, já que um movimento do tipo poderia levar a inflação a ficar acima do novo objetivo.

No entanto, a equipe econômica de Temer acredita que uma redução moderada de 0,25 ponto percentual poderia ajudar sua administração a ganhar credibilidade no mercado sem prejudicar a recuperação econômica.

O alto índice de desemprego e a fraqueza na atividade levaram as expectativas de inflação para abaixo da meta pela primeira vez em anos, mas as autoridades argumentam que a tendência descendente precisa continuar antes que uma decisão final seja tomada em junho.

“Se as condições permitirem, o presidente mudará o centro da meta”, disse uma das fontes. “O legado de uma nova matriz econômica é muito importante para o presidente

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