Lava Jato pede R$2,3 bi em ação de improbidade contra PP, outros partidos poderão ser alvo.A ação movida nesta quinta-feira se baseia em dois esquemas de corrupção identificados

Lava Jato pede R$2,3 bi em ação de improbidade contra PP, outros partidos poderão ser alvo
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, durante entrevista coletiva em Curitiba
20/03/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Sérgio Spagnuolo

CURITIBA (Reuters) – A força-tarefa da operação Lava Jato pediu nesta quinta-feira o pagamento de 2,3 bilhões de reais em ação de improbidade administrativa movida contra o Partido Progressista (PP), na primeira ação do tipo contra uma sigla partidária, e afirmou que é possível que outros partidos envolvidos na operação sejam alvo de pedidos semelhantes.

A quantia diz respeito a danos materiais causados no montante de 460,6 milhões de reais, ao valor de dano moral do dano material na mesma quantia, e a uma multa civil no valor de 1,38 bilhão de reais.

Além do pedido de pagamento bilionário contra o partido, acusado pelos procuradores de receber 296 milhões de reais em propinas do esquema de corrupção da Petrobras de 2004 a 2014, a força-tarefa também pediu que dez políticos entre atuais e ex-deputados federais da legenda e um assessor sejam punidos com a perda de cargos, direitos políticos e até perda do regime especial de aposentadoria.

A ação movida nesta quinta-feira se baseia em dois esquemas de corrupção identificados pelos investigadores. Um deles envolvendo contratos na diretoria de Abastecimento da estatal e um segundo ligado à atuação dessa diretoria em favor da Braskem, que tem como uma de suas controladoras a Odebrecht.

Segundo apresentação do Ministério Público Federal, as investigações concluíram que o esquema tinha um grupo de liderança do PP –composto por Pedro Correa (PE), Pedro Henry (MT), João Pizzolatti (SC), Mario Negromonte (BA), Nelson Meurer (PP) e o ex-assessor João Genu– e uma bancada que recebia “mesadas”, composta por Otávio Germano (RS), Roberto Britto (BA) e Luiz Fernando Faria (MG). Arthur Lira (AL) também teria recebido pagamentos de outras formas.

Além do PP, outros partidos como PT e PMDB têm sido citados por procuradores da Lava Jato como destinatários de propina do esquema de corrupção na Petrobras.

Sem citar nominalmente nenhuma outra legenda, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, deixou aberta a possibilidade de outros partidos tornaram-se alvos de pedidos de abertura de ações de improbidade administrativa.

“É possível e vai ser avaliado no momento oportuno, conforme as investigações amadureçam”, disse Dallagnol durante entrevista coletiva em Curitiba com a presença de cinco outros procuradores.

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