O furacão Matthew matou mais de mil pessoas no Haiti, dezenas de milhares perderam as suas casas, e cerca de 1,4 milhão precisam de ajuda humanitária.

Caminhões com ajuda não param, e sobreviventes de furacão protestam no Haiti.
Pessoas lavam roupas perto de casas destruídas após furação atingir Jeremie, no Haiti. 10/11/2016. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins.
Caminhões com ajuda não param, e sobreviventes de furacão protestam no Haiti.

Caminhões com ajuda não param, e sobreviventes de furacão protestam no Haiti.

Por Gabriel Stargardter

JEREMIE, Haiti (Reuters) – Caminhões carregados de ajuda estão lentamente cruzando cidades remotas atingidas pelo furacão no Haiti, mas a frustração de sobreviventes como Dmitry Pierre está transbordando em irritação profunda e mesmo violência à medida que eles observam os veículos passarem, mas não pararem.

Pessoas desesperadas que perderam as suas casas e estão vivendo em escombros ou em abrigos lotados bloquearam as ruas nesta terça-feira para obrigar que os comboios parem e lhes deem atenção.

Alguns até jogaram pedras nos caminhões de ajuda, furiosos por estarem sendo ignorados, numa aparente falta de coordenação na distribuição de alimentos e água.

“Eles nos humilharam, eles nos consideram animais. Nós não sabemos onde estamos indo ou o que será no futuro. Tudo está destruído”, afirmou Pierre, morando numa escola que é agora um abrigo precário, enquanto quatro caminhões de organizações de ajuda passavam.

O furacão Matthew matou mais de mil pessoas no Haiti, dezenas de milhares perderam as suas casas, e cerca de 1,4 milhão precisam de ajuda humanitária urgente.

E isso ocorre num país empobrecido que ainda enfrenta dificuldades para se recuperar do terremoto de 2010 que matou 200 mil pessoas e reduziu muitas partes do Haiti a destroços.

Moradores aos gritos bloquearam a rota de um comboio nesta terça, perto da base das Nações Unidas na cidade de Jeremie, no noroeste do país, parando sem saber forças de paz, e não agentes de ajuda.

Forças de paz brasileiras deixaram os seus veículos com cassetetes e escudos. Elas chegaram a enviar um drone para o ar para filmar a situação, caso ela se agravasse.

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