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PVeja a ficha
completa de "Guitar Hero III" (Editoria
de Arte / G1)
Há quem diga que “‘Guitar Hero’ é tudo
igual, só mudam as músicas” – e é por
pessoas insensíveis assim que o mundo
caminha para um estado de insustentável
desespero.
Pois “Guitar Hero III” não só tem a
melhor trilha sonora da série, mas
também amplia as opções on-line, permite
novos modos de disputa, acrescenta
detalhes “insignificantes” e prova que
se o rock anda sem graça na vida real,
nas turnês virtuais ele ainda garante
fortes emoções.
“Guitar Hero III – The Legends of Rock”
foi lançado nos Estados Unidos para PC,
PS2, Xbox 360, PS3 e Wii, e pode ser
encontrado por preços que variam de US$
49,99 a US$ 89,99 (versão com guitarra).
Não existe previsão de lançamento no
Brasil.
Honra ao mérito
O que deu certo nas edições anteriores
não foi descartado: visual, dinâmica de
jogo, piadas antes das músicas. O que
faltava foi acrescentado: informações
sobre músicas e guitarras, capas de
disco, tutorial para iniciantes e mais
vida aos shows com a participação, mesmo
que restrita, das “lendas” Tom Morello
(Rage Against the Machine) e Slash (Guns
´N Roses).

O novo modo de duelo de guitarras coloca
o jogador contra verdadeiras feras do
palco (Foto: Reprodução)
Os dois guitarristas surgem no modo
“boss battle”, quando, a certa altura da
carreira, desafiam o jogador. Tem início
então o clássico “duelo de guitarras”,
em que é necessário acertar o máximo de
notas para ganhar poderes especiais e
sabotar o adversário.
Esses itens podem duplicar as notas do
adversário, inverter o sentido das
cordas, sobrecarregar o amplificador e
até mesmo cortar uma das cordas da
guitarra inimiga. Se vencer Tom Morello,
por exemplo, o jogador avança e o
guitarrista do Rage fica disponível para
ser comprado como personagem na loja
(por meros US$ 10 mil virtuais).

Cenas animadas, em tom de cartum, entre
um palco e outro, contam a história da
sua banda. Nesta imagem, os roqueiros
recebem uma proposta indecorosa do
empresário (Foto: Reprodução)
Sangue novo no palco
O rock é uma simpática caricatura em
“Guitar Hero III”. Entre um palco e
outro da evolução na carreira de
roqueiro, o jogador acompanha cenas
espertas que narram a ascensão de uma
banda de rock. Três marmanjos que saem
da garagem, assinam contrato, gravam
videoclipe e, enfim, entram em discussão
sobre a legitimidade de suas próprias
almas.
É uma encenação que perde o sentido
quando assistida a partir da terceira
vez, mas ajuda a descontrair o ritmo
entre uma etapa e outra da carreira.
Também é louvável a iniciativa de
valorizar bandas e músicas: agora temos
capas de disco, datas de gravação e nome
da banda bem claros já na lista de
músicas. Ao comprar uma guitarra, você
pode aprender um pouco mais sobre rock
lendo as informações de cada
instrumento.
Se você gosta de música, sabe que
pequenos detalhes assim fazem a
diferença fundamental. Se você não
gosta, bem... já é hora de mudar de
idéia.

As câmeras estão mais dinâmicas, mas os
personagens continuam se movimentando
como robôs (Reprodução)
Rock a noite inteira
Metallica, Kiss, Guns´N Roses,
Aerosmith, Slipknot, Slayer, The Who,
Rolling Stones, Queens of the Stone Age,
Weezer, Sonic Youth. Não importa qual
seu subgênero preferido no rock, é
difícil não gostar de “Guitar Hero III”.
Do alternativo ao mainstream e heavy
metal, estão todos contemplados.
Até mesmo as músicas a princípio
desconhecidas se revelam divertidas e
emocionantes na hora de tocar. Mais uma
vez, souberam adaptar muito bem as notas
reais para as virtuais.
O nível de dificuldade está semelhante
ao de “Guitar Hero II”, com a diferença
que as músicas agora são mais
diversificadas e o tutorial ajuda
iniciantes a aprender as regras antes de
se apegarem aos vícios de tocar “errado”
tanto no controle quanto na guitarra.

Antes de escolher uma guitarra, leia as
informações de cada modelo (Foto:
Reprodução)
Fica para a próxima
Mas “Guitar Hero III” derrapa em
quesitos “secundários”. Os músicos no
palco ainda têm movimentos robóticos, e
às vezes passam impressão de que tudo
aquilo não passa de um rock de
brincadeira – o baterista que o diga.
As opções on-line ainda estão limitadas,
difíceis de gerenciar, e podem complicar
a tarefa de encontrar amigos na rede.
A famigerada “propaganda in-game” atinge
níveis quase intoleráveis. Se antes era
“natural” que aparecessem no jogo marcas
de guitarras e amplificadores, agora o
exagero tomou conta. Prepare-se para ver
uma guitarra patrocinada por marca de
desodorante e um palco transformado em
caminhão (com o devido logotipo à
mostra).
Se você jogou as edições anteriores da
série, não tenha medo - “Guitar Hero
III” vale cada palhetada de centavo
investida. Se você é novo nessa praia de
“jogos musicais”, não existe melhor
momento para aprender as primeiras notas
virtuais – até mesmo porque “Rock Band”,
o “rival”, já está chegando.
Fonte G1