Aproveitando o ensejo de um teste de míssil recente do Irã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o novo presidente dos Estados Unidos

 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Nova York em setembro.   25/09/2016    Kobi Gideon/Government Press Office (GPO)/Handout via REUTERS
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Nova York em setembro. 25/09/2016 Kobi Gideon/Government Press Office (GPO)/Handout via REUTERS

Netanyahu e Trump combinam visão sobre Irã antes de visita de israelense

Por Jeffrey Heller e Matt Spetalnick

JERUSALÉM/WASHINGTON (Reuters) – Aproveitando o ensejo de um teste de míssil recente do Irã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão caminhando para fechar consenso sobre uma política norte-americana mais rígida em relação a Teerã na véspera de seu primeiro encontro na Casa Branca.

Mas pessoas a par da visão do governo Trump dizem que sua estratégia em formulação provavelmente não irá se voltar a um “desmantelamento” do acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências mundiais –como o então candidato presidencial Trump postulou em certas ocasiões–, mas à intensificação de seu cumprimento e à pressão para que a República Islâmica renegocie provisões cruciais do pacto.

As opções, dizem, incluiriam uma vigilância maior da obediência do Irã à Agência Internacional de Energia Atômica, um organismo da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o acesso a instalações militares do regime e a remoção dos termos que permitem que alguns limites às atividades nucleares iranianas comecem a expirar em 10 anos e suspende outros limites depois de 15 anos.

Em Israel todos os sinais apontam para uma mudança de posição de Netanyahu, que deve endossar o plano norte-americano em preparação. Dois anos atrás, o premiê enfureceu a Casa Branca do então presidente Barack Obama discursando no Congresso dos EUA e congregando a oposição linha dura contra um acordo ainda nascente com o Irã que repudiou e classificou como um “erro histórico” que deveria ser rasgado.

Enquanto Trump e Netanyahu se preparavam para a reunião de 15 de fevereiro, o foco mudou para o teste de mísseis balísticos de Teerã, ocorrido na semana passada.

A Casa Branca informou que o lançamento não foi uma violação direta do acordo nuclear, mas que “viola seu espírito”, e Trump reagiu impondo novas sanções a indivíduos e entidades, alguns deles ligados à Guarda Revolucionária, força de elite iraniana.

Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que sustenta o pacto exorta o Irã a não realizar qualquer teste de mísseis concebidos para comportar ogivas nucleares, mas não impõe nenhuma obrigação.

Na sexta-feira Trump tuitou que “o Irã está brincando com fogo” e que “não valorizam o quanto o presidente Obama foi ‘gentil’ com eles. Eu não!”.

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