Ferrari tem um pouco mais de chance que a Mercedes de vencer na Rússia. Equipe italiana conseguiu dobradinha no grid para o GP da Rússia, o que não acontecia desde o GP da França de 2008. Mercedes largará em 3º e 4º, com Bottas e Hamilton respectivamente

Ferrari tem um pouco mais de chance que a Mercedes de vencer na Rússia
Ferrari tem um pouco mais de chance que a Mercedes de vencer na Rússia. Só isso.
Equipe italiana conseguiu dobradinha no grid para o GP da Rússia, o que não acontecia desde o GP da França de 2008. Mercedes largará em 3º e 4º, com Bottas e Hamilton respectivamente

Por Livio Oricchio, Sochi, Rússia

Depois de três anos de dominação da Mercedes finalmente surgiu uma equipe capaz de vencê-la numa sessão de classificação. Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, da Ferrari, largam na primeira fila do GP da Rússia, neste domingo, depois de serem mais velozes que Valterri Bottas, terceiro, e Lewis Hamilton, quarto, ambos da Mercedes, da definição do grid realizada neste sábado do Circuito de Sochi.

Hamilton está procurando um caminho para fazer uma boa corrida no domingo
Hamilton está procurando um caminho para fazer uma boa corrida no domingo (Foto: REUTERS/Maxim Shemetov)

Para a F1, o mais importante é Ferrari e Mercedes seguirem lutando para valer também nas sessões de classificação, não somente nas corridas, como ocorreu nas três etapas já disputadas, Austrália, China e Bahrein. Mas é verdade, também, que em nenhum desses eventos o modelo SF70H de Vettel e Raikkonen e o W08 Hybrid de Bottas e Hamilton demonstraram dispor de vantagem de alguma relevância sobre o outro.
Importante: a Ferrari já largou na frente da Mercedes, em Cingapura, em 2015, mas foi um episódio isolado. A realidade agora é bem distinta. Os italianos se mostram capazes de lutar pelo título.

A novidade na quarta prova do mundial é essa, a Ferrari parece ser algo como dois décimos de segundo mais rápida nos 5.848 metros do traçado russo o que, diante da impressionante semelhança de performance entre os dois times, representam uma vantagem. Quer dizer, então, que Bottas e Hamilton não têm chance de receber a bandeirada na frente de Vettel e Raikkonen?
Quem responde é uns dos pilotos mais brilhantes da F1, mas que até agora em Sochi está, literalmente, perdido com o desequilíbrio do W08 Hybrid. Bem mais que o parceiro, Bottas. Hamilton errou nos três treinos livres e na classificação. Várias vezes. “Não consigo imaginar Sebastian ir embora depois da largada. Kimi tem estado rápido durante todo o fim de semana, espero que a corrida volte para o nosso lado. Com as mudanças que fizemos de ontem (sexta-feira) para hoje o meu carro mudou do dia para a noite”, afirmou.

O piloto inglês errou na última tentativa de avançar no grid, no final do Q3, e por isso ficou em quarto a 573 milésimos de Vettel, o pole position, e a 478 milésimos de Bottas. Na conversa com os jornalistas no início da noite, Hamilton respondeu as perguntas o mais breve possível. “Está sendo um fim de semana daqueles… Nem todos são bons. Hoje errei nas curvas 13 e 14, estou com dificuldades no último setor da pista.”

Caiu na real

O diretor da Mercedes, Toto Wolff, entendeu, de vez, que os tempos em que não tinha concorrentes acabaram. E está menos otimista que Hamilton sobre as 53 voltas da corrida. “Estou feliz por nosso grupo resolver os problemas dos pneus de ontem (sexta-feira) para hoje.” No primeiro dia tanto Hamilton quanto Bottas foram bem mais lentos que os pilotos da Ferrari por causa de seus pneus não atingirem a temperatura de aderência, dificuldade que a Ferrari não teve. A Pirelli distribuiu os pneus ultramacios, supermacios e macios.

“Esse avanço nos permitiu lutar pela pole position, mas vencer a corrida será bem difícil”, afirmou Wolff. Sobre o momento da F1, o austríaco comentou, visivelmente atingido com a constatação de que ganhar o quarto título seguido não será fácil: “Bem, fizemos tantas poles, obtivemos 52 vitórias em três anos, uma hora isso ia mudar. Temos, agora, um belo desafio. Na semana passada tivemos uma reunião com nosso coordenador técnico (Aldo Costa) e ele me dizia estar estimulado com a chegada da Ferrari”.

Como Wolff, Bottas não escondeu que a Mercedes está mais lenta em Sochi. “Obviamente sabemos não dispor do carro mais rápido nesse circuito. A Ferrari está muito forte aqui. E vimos nos três Gps deste ano que seu ritmo de corrida é ótimo, não deverá ser diferente amanhã.”

Os quatro pilotos, Vettel, Raikkonen, Bottas e Hamilton largam com pneus ultramacios, os mesmos usados na segunda parte da classificação, o Q2. Ao contrário do verificado em Melbourne, Xangai e Sakhir, quando os pilotos da Ferrari tiveram mais dificuldades para aquecer os pneus, em Sochi quem sofreu até agora com isso foi a Mercedes. Se a mesma reação se repetir neste domingo, é de se esperar que Vettel e Raikkonen consigam ser mais velozes nas primeiras duas voltas.

Mas a F1 este ano tem apresentado tantas surpresas, o andamento da competição, os resultados sido tão distintos do esperado pela maioria, apoiada em certa lógica, que não é impossível vermos, de repente, Bottas e Hamilton mantendo o mesmo ritmo de Vettel e Raikkonen. É apenas menos provável.

Jogo e ordem de equipe

A Ferrari tem a seu favor, além da possível maior eficiência dos pneus, o fato de seus dois pilotos largaram na primeira fila. Provavelmente Vettel, Raikkonen e seus engenheiros, Riccardo Adami e Peter Bonnington, vão combinar uma maneira de evitar de Bottas ou Hamilton ganhar uma posição dos dois, como o alemão fez em Bahrein, na largada, ao ultrapassar Hamilton, ficar em segundo, e ser decisivo, depois, para celebrar a vitória.

Mercedes estudaria uma estratégia que os permita tentar a manobra. “Sim. Mas nós sempre discutimos o melhor a fazer nas largadas.” Se existe um GP até agora nesta temporada que poderá haver jogo de equipe é o da Rússia. E eventualmente até ordem de equipe.
Raikkonen é o quarto no campeonato, com 34 pontos ao passo que Vettel, líder, soma 68, o dobro. Bottas, terceiro, obteve 38, enquanto Hamilton, segundo, 61.

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