Estimativa é de uma economia de gastos de quase R$ 10 bilhões no ano que vem. Novos servidores devem iniciar ganhando R$ 5 mil, dizem interlocutores da área econômica.

Estimativa é de uma economia de gastos de quase R$ 10 bilhões no ano que vem.
Estimativa é de uma economia de gastos de quase R$ 10 bilhões no ano que vem.

Para tentar diminuir os gastos e buscar as metas fiscais, em um momento de forte alta do rombo nas contas públicas e de dificuldades com a arrecadação, o governo deve adiar do início de 2018 para o começo de 2019 o reajuste dos servidores do Executivo, informaram interlocutores da área econômica ao G1. A economia estimada no próximo ano, com a medida, é de R$ 9,7 bilhões.

Além disso, também devem ser anunciadas novas medidas para conter as chamadas despesas obrigatórias. Uma das ideias em discussão, que deve ser anunciada, é que os novos servidores do Executivo tenham um salário limitado, inicialmente, a R$ 5 mil, e que depois gradativamente comecem a subir ao patamar fixado no concurso público. Está em estudo, ainda, o corte do auxílio-moradia dos servidores públicos.

Essas não são as primeiras medidas adotadas pelo governo para tentar conter os gastos com servidores, que configuram a segunda maior despesa da União, perdendo apenas para os gastos com as aposentadorias – que são fruto de uma reforma, em análise no Congresso Nacional.

Recentemente, o governo informou que editará uma medida provisória para criar o PDV dos servidores do Poder Executivo. De acordo com o Ministério do Planejamento, quem aderir terá direito a receber 1,25 salário para cada ano trabalhado.

Além do PDV, informou o governo, está sendo preparada uma proposta de implementação da jornada de trabalho reduzida. A redução vai permitir que, ao invés de 8 horas diárias e 40 horas semanais, os servidores possam optar por: trabalhar 6 horas diárias e 30 semanais; ou trabalhar 4 horas diárias e 20 semanais.

Os gastos da União com o pagamento de servidores aumentaram nos últimos três anos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Em 2014, por exemplo, o governo gastou R$ 222,37 bilhões (3,8% do PIB) com pagamento do funcionalismo. O valor passou para R$ 238,49 bilhões em 2015 (o equivalente a 4% do PIB) e para R$ 257,87 bilhões em 2016, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Desde o início da crise, o governo vem reduzindo a autorização de concursos. Entretanto, as restrições orçamentárias não impediram o presidente Michel Temer de sancionar a lei que reajusta o salário de oito categorias do serviço público.

Ao todo, 68.149 pessoas serão beneficiadas pelo aumento, entre servidores da ativa, aposentados e pensionistas. O texto original previa um impacto em 2017 de R$ 3,7 bilhões e de R$ 10,91 bilhões até 2019.

http://redealmeidense.com.br/economia/wp-content/uploads/2017/08/dinheiro-1024x680.jpghttp://redealmeidense.com.br/economia/wp-content/uploads/2017/08/dinheiro-150x150.jpgecEconomiaEstimativa é de uma economia de gastos de quase R$ 10 bilhões no ano que vem. Novos servidores devem iniciar ganhando R$ 5 mil, dizem interlocutores da área econômica. Para tentar diminuir os gastos e buscar as metas fiscais, em um momento de forte alta do rombo nas contas públicas...Análise da produção, distribuição e consumo de bens e serviços