Fortalecimento econômico feminino é fundamental para sociedade igualitária, diz ONU

‘Dar prioridade ao fortalecimento econômico da mulher é um objetivo-chave’, explica Lakshmi Puri, diretora executiva adjunta da ONU Mulheres.

Fortalecimento econômico feminino é fundamental para sociedade igualitária
Dar prioridade ao fortalecimento econômico da mulher é um objetivo-chave’, explica Lakshmi Puri, diretora executiva adjunta da ONU Mulheres.

Estabelecimento e a independência econômica da mulher são cruciais para conseguir uma sociedade igualitária, o fim da violência de gênero e a maior presença de figuras femininas na política, defendeu a diretora executiva adjunta da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, a ONU Mulheres, Lakshmi Puri, em entrevista à Agência Efe.

“Dar prioridade ao fortalecimento econômico da mulher é um objetivo-chave”, explica Lakshmi, em referência ao Dia Internacional da Mulher na próxima quarta-feira.

Segundo a diretora executiva adjunta da ONU Mulheres, a entidade está centrada no aspecto econômico da igualdade, já que dele deriva outros muitos, como a melhoria social, o fim da violência de gênero e a maior presença feminina tanto no campo político quanto na direção de empresas.

Para conseguir o fortalecimento econômico do gênero feminino, a ONU sabe que governos e empresas devem focar seus esforços nos direitos da mulher no ambiente de trabalho e na melhora de suas condições, para dar acesso a postos produtivos e estáveis.

“É criar um ambiente que permita que as mulheres sejam contratadas, conservem seus empregos e progridam.
Criar um ambiente onde tenham os mesmos salários pelo mesmo trabalho e não fiquem em desvantagem por ter de criar ou cuidar dos filhos, por exemplo. Precisamos mudar o mundo corporativo. É um sistema muito patriarcal, demasiadamente orientado por uma ética de trabalho de homens”, esclarece.

Para isso, Lakshmi afirma que os governos não devem apenas adotar medidas que premiem empresas que facilitem a integração da mulher, como que castiguem as que não façam.

“Além de incentivos, deve haver sanções, como na Noruega, que tem uma norma de que 40% do conselho empresarial deve ser de mulheres. Se isso não ocorre, elas perdem o registrou e saem do mercado de ações. Imagina isso em outros países? Porque isso realmente acontece na Noruega e como resultado existe a paridade nos conselhos”, explica.

Para a ONU Mulheres, o fortalecimento econômico feminino também é parte essencial para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, assinados pelos 193 países-membros da ONU.

“A não ser metade da população mundial tenha poder econômico, não vamos conseguir crescimento econômico nem desenvolvimento social ou ambiental sustentáveis, que é o objetivo geral para 2030”, comenta.

Sobre o clima político atual, ela quis minimizar a importância da tendência ao conservadorismo que vem sendo registrada nos últimos anos – como é o caso dos Estados Unidos – e que poderia afetar direitos e liberdades.

Segundo a diretora executiva adjunta, os países que adotaram a Agenda 2030 – que tem o quinto item dedicado a igualdade de gênero – devem cumprir seus compromissos e deixar de lado inclinações políticas.

“Queremos que os compromissos adotados na Agenda 2030 sejam cumpridos e que todos os governos façam isso. É uma agenda universal, independentemente da ideologia de qualquer governo estão comprometidos como países e esperamos que cumpram”, afirma.
Diante de uma possível marcha à ré na situação da mulher, Lakshmi argumenta que a chave está em progredir de maneira definitiva.

“É questão de ir ganhando terreno de forma irreversível, consolidar e ampliar as fronteiras das normas e dos padrões. É isso o que vamos continuar fazendo”, adianta.
“Todos, governos e instituições, devem se unir para que não vejamos a regressão. Temos que defender a consolidação e a implementação dos compromissos da mulher. Este é o melhor momento e devemos fazer isso já”, arremata.

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