Balança chinesa de junho traz ânimo para 2º semestre, mas importações recuam de novo

Balança chinesa de junho traz ânimo para 2º semestre, mas importações recuam de novo
Balança chinesa de junho traz ânimo para 2º semestre, mas importações recuam de novo

Pequim (Reuters) – As exportações chinesas cresceram inesperadamente em junho pela primeira vez em quatro meses e as importações caíram novamente, mas apresentaram sua melhor performance neste ano, gerando algum otimismo de que os fluxos comerciais estão aumentando.

Mas as esperanças foram balanceadas pela percepção de que o setor comercial da China teve um segundo trimestre fraco, com o volume diminuindo significativamente em comparação com o ano passado, pesando ainda mais uma já vacilante economia chinesa.

“Os resultados comerciais fracos do segundo trimestre sugerem que o Produto Interno Bruto chinês do trimestre vai ficar abaixo das expectativas,” disseram em nota economistas da ANZ, acrescentando que o número pode cair para 6,8 por cento, contra 7 por cento do primeiro trimestre.

A Administração Geral das Alfândegas informou nesta segunda-feira que as exportações chinesas cresceram 2,8 por cento em junho em comparação com igual período do ano passado, contrariando a previsão de que cairiam 0,2 por cento.

As importações caíram pelo oitavo mês consecutivo, em uma base anual, mas a queda de 6,1 por cento foi a menor neste ano, e muito melhor do que a queda de 15 por cento esperada por economistas.

Para junho, a China teve saldo positivo na balança comercial de 46,5 bilhões de dólares, abaixo dos 59,5 bilhões de maio. Para o primeiro semestre de 2015, o superávit foi de 263 bilhões de dólares, mais de 2,5 vezes maior do que no mesmo período do ano passado.

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