Presídios do DF têm condições desumanas, dizem mães de detentos

Em entrevista ao G1, a mãe de um dos detentos da Papuda (atualmente no Centro de Treinamento e Reeducação) contou que a falta de infraestrutura do presídio interfere até no tempo que os parentes têm para visitas. Ela pediu para não ser identificada na reportagem.
Em entrevista ao G1, a mãe de um dos detentos da Papuda (atualmente no Centro de Treinamento e Reeducação) contou que a falta de infraestrutura do presídio interfere até no tempo que os parentes têm para visitas. Ela pediu para não ser identificada na reportagem.

Em entrevista ao G1, mães relataram a situação de filhos e filhas que estão nos presídios da capital. Governo diz que vai investir R$ 170 milhões e que “não tem intenção de acionar as Forças Armadas”.

acordo com os relatórios do governo, a situação dos presídios do Distrito Federal está sob controle. Não há registros, por exemplo, de rebelião em quase 60 anos. No entanto, as mães dos detentos revelam uma rotina de violência e precariedade no sistema.

Em meio à crise nos presídios, o G1 publica reportagens sobre a situação de algumas das piores penitenciárias do país, de acordo com inspeções realizadas por juízes e divulgadas em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Quatro do DF foram citados no relatório como péssimos: o Centro de Detenção Provisória, que fica dentro da Papuda, e outros três que ficam fora do complexo – Colmeia, Centro de Progressão Penitenciária e Ala de Tratamento Psiquátrico.

Em entrevista ao G1, a mãe de um dos detentos da Papuda (atualmente no Centro de Treinamento e Reeducação) contou que a falta de infraestrutura do presídio interfere até no tempo que os parentes têm para visitas. Ela pediu para não ser identificada na reportagem.

“Não tem gente suficiente para atender todo mundo. Você tem cinco horas de visita, mas só consegue ficar lá dentro, no máximo, três. As máquinas de segurança estão todas quebradas, então as revistas são feitas manualmente, e as filas duram horas”, disse Joana (nome fictício).

Ela também contou que o filho testemunhou o assassinato de outro detento na primeira semana em que estava detido. Segundo a mãe, um dos homens perfurou o pescoço do “inimigo” com uma facada, e os outros foram obrigados a permanecer no pátio enquanto viam o colega de ala agonizar.