
Presidente participa de cúpula UE-Brasil em Bruxelas, onde deve
manifestar preocupações com rumos de crise da dívida na zona do
euro.
A presidente Dilma Rousseff chega
nesta segunda-feira a Bruxelas para participar da 5ª Cúpula
UE-Brasil,onde se reunirá com líderes do bloco para discutir a grave
crise enfrentada pelos países da zona do euro.
Dilma estará acompanhada de cinco ministros - Exterior; Desenvolvimento,
Indústria e Comércio; Ciência e Tecnologia; Cultura e Comunicação -,
além de uma delegação de cerca de 40 empresários e representantes de
associações comerciais, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos (Apex).
Em encontros com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy,
e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, a presidente deve
manifestar preocupações com a crise da dívida na zona do euro.
"A correlação entre as economias do Brasil e da União Europeia é
evidente. A UE é o principal parceiro comercial do Brasil. Se a demanda
cair na UE, o Brasil sai prejudicado. Por isso a opinião do Brasil
(sobre como a UE lida com a crise) é importante. O Brasil já não é uma
economia emergente", ressaltou um alto funcionário europeu.
O comércio entre o Brasil e a UE
somou 35,4 bilhões de euros no primeiro semestre de 2011, quando o país
importou produtos por 16,9 bilhões de euros do bloco europeu,
principalmente bens manufaturados, e exportou 18,5 bilhões,
principalmente matérias-primas.
A delegação brasileira também deverá questionar os europeus sobre a
ideia de excluir o país de seu Sistema Geral de Preferências (SGP), que
atualmente beneficia 12% das exportações do Brasil para a Europa com
tarifas zero ou reduzidas.
Linha de crédito
A cúpula deverá concluir com a assinatura de três novos acordos de
cooperação entre as duas partes nas áreas de transportes aéreos, cultura
e desenvolvimento.
O principal resultado prático da reunião anual deve ser a assinatura de
um acordo entre o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Nacional
do Desenvolvimento (BNDES) brasileiro para a criação de uma nova linha
de crédito destinada a projetos de desenvolvimento regional no Brasil.
Dotado de 500 milhões de euros, o fundo deverá beneficiar, por exemplo,
programas de "desenvolvimento de energias renováveis como motor de
crescimento para determinadas regiões brasileiras", segundo explicou o
alto funcionário europeu.
As autoridades brasileiras e europeias assinarão, ainda, um acordo de
liberalizarão do setor de transportes aéreos, concluído em março passado
com o fim de aumentar os fluxos entre os dois lados do Atlântico, além
de um acordo para intensificar os intercâmbios culturais.
A cúpula bilateral também tem como objetivo ampliar as 20 áreas de
cooperação setorial previstas em sua associação estratégica para incluir
a inovação industrial, prevenção de desastres, combate ao terrorismo e
exploração espacial.
A agenda ainda inclui discussões sobre a próxima reunião do G-20, na
França, sobre mudança climática, segurança energética, o processo de paz
entre Israel e palestinos, a reconstrução da Líbia e o estado das
negociações para um acordo de associação entre a União Europeia e o
Mercosul.
Para a indústria brasileira, a prioridade é atrair mais investimentos
principalmente nas áreas de inovação, telecomunicações e energias
renováveis.
Da Bélgica, Dilma seguirá para a Bulgária, em uma viagem de caráter
pessoal, antes de desembarcar na Turquia, onde se reunirá com o
presidente, Abdullah Gul, e o primeiro-ministro Re
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