Autoescolas de Feira começam utilizar simuladores.Os candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoria B, ou aqueles motoristas que irão mudar de categoria serão obrigados

Autoescolas de Feira começam utilizar simuladores. O aumento pode chegar até 40% do valor cobrado hoje em dia, diz diretora de CFC
Autoescolas de Feira começam utilizar simuladores.
O aumento pode chegar até 40% do valor cobrado hoje em dia, diz diretora de CFC

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as autoescolas teriam até 31 de dezembro para começarem a utilização de forma obrigatória do simulador de direção veicular nas aulas de direção.

Mesmo com a determinação em vigor desde o dia primeiro deste ano, são poucos os Centros de Formação que estão com o equipamento em funcionamento em Feira de Santana, porém proprietários das outras instituições garantem que os equipamentos já estão comprados.

Os candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoria B, ou aqueles motoristas que irão mudar de categoria serão obrigados a fazer, no mínimo, 5 horas/aula, de simulação, e para isso os centros terão que se adaptar, mas na cidade este processo ainda está lento, como ressaltou Kelly Mota, delegada do Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores da Bahia (Sindauto).

“Atualmente em Feira de Santana somente duas autoescolas possuem o simulador em funcionamento, mas segundo os proprietários 90% das outras já adquiriram os equipamentos, só estão esperando chegar e instalar, mas em breve todos estarão dentro da norma”.

De acordo com Marília Souza, diretora de uma instituição que já possui o equipamento, os CFCs ainda têm 30 dias para se enquadrar dentro da norma, então os outros ainda estão dentro do prazo. “Nós aqui já temos mais de um mês que instalamos, mas ainda estamos utilizando somente para aula de demonstração, como a lei entrou em vigor em janeiro o prazo para entrar no sistema é de 30 dias”.

Com a aquisição do equipamento, que custa R$40 mil, mesmo com esse gasto Kelly Mota disse que isso não irá acarretar diretamente nos preços de matrículas nas CFCs, mas mesmo assim aconteceram aumentos. “Acontecerá um reajuste sim, de cerca de 20%, mas não por causa do simulador, e sim por conta de outros fatores, como o aumento dos salários dos funcionários, as despesas e impostos.”

Já para Marilia isso irá afetar sim nos reajustes dos preços cobrados para os clientes, e esta exigência pode ser ainda maior do que o esperado, aumentando ainda mais os valores para se obter a CNH. “Sim é um investimento muito alto, e somado aos outros gastos esse aumento pode chegar até 40% do valor cobrado hoje em dia”.

O equipamento

O uso do aparelho deveria ter se tornado obrigatório para a categoria B em 2013, após as autoescolas terem tido um prazo para adquirir ou alugar o equipamento. Mas a data de validade foi adiada até que, em junho de 2014, o Contran decidiu que o uso do aparelho na formação de novos motoristas seria opcional.

Após tanta polêmica a obrigatoriedade do aparelho foi mantida. O simulador tem muitas utilidades, entre elas adaptar o condutor em formação a realidade do carro e do trânsito evitando contratempos, que podem atrapalhar o processo de aprendizagem.

“É uma maneira dele conhecer melhor o veículo, é a mesma coisa se tivesse dirigindo, não levando riscos aos alunos, por exemplo podemos simular situações em que o carro bate, ou então em situações temporais adversas de chuva e aquaplanagem”, informou Marília

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