Os
dados da pesquisa encomendada por
empreendedores privados reveram que essa
conta é paga, na verdade, pelos
consumidores que têm um relógio medidor
instalado em sua residência. A perda
comercial decorrente dos furtos de
energia elétrica – conhecidos como
'gatos'.
Segundo o presidente do Acende Brasil,
Cláudio Sales, disse que Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) só
reconhece a perda de 0,5% do potencial
fornecido nas redes de distribuição,
enquanto o total registrado é de 1,23%.
O estudo diz que este tipo de ligação é
feito principalmente em áreas onde se
concentram populações de baixa renda.
Sales recomenda que as ligações
clandestinas sejam denunciados por
vizinhos, para que os consumidores que
pagam a conta de luz só tenham que arcar
com o que de fato consomem.
A maior parte das irregularidades,
ressalta, ocorre em favelas e outras
concentrações urbanas onde é fornecido
potencial de grande capacidade. Mas o
presidente do Acende Brasil ressalva que
também há furto de energia em áreas de
nível econômico elevado.
Ele destaca que, para coibir as ligações
irregulares, as concessionárias de
energia elétrica planejam instalar cabos
revestidos, mais seguros contra furto,
colocados na parte mais alta dos postes.
Outra medida que será adotada no país,
segundo Sales, consiste no emprego de
medidores de energia elétrica
controlados eletronicamente de forma
centralizada, o que impossibilita o
furto.
Os medidores antigos já foram
substituídos em algumas localidades, mas
a ampliação da troca está parada,
pendente de liberação desse instrumento
pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro).
A pesquisa do Instituto Acende Brasil
foi patrocinada por empreendedores
privados (AEI, AES/SEB, Brennand
Energia, CPFL Energia, Duke Energy, EDF,
Endesa Brasil, Energias do Brasil,
Energisa, Equatorial Energia, MPX,
Iberdrola/Neoenergia, Rede Energia,
Terna Participações e Suez/Tractebel
Energia. do Setor Elétrico Brasileiro).
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