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BRASÍLIA
(Reuters) -
Pelas contas de
lideranças
peemedebistas,
há apenas duas
hipóteses fortes
para o destino
do presidente do
Banco Central,
Henrique
Meirelles: o
Senado ou
permanecer à
frente da
autoridade
monetária.
Nenhum de seus
correligionários
ouvidos pela
Reuters
contempla a
chance de que
assuma a vaga de
vice ao lado da
ministra Dilma
Rousseff. Para
eles, esse lugar
já tem dono, o
deputado o
deputado Michel
Temer (SP).
A contabilidade
do governo ainda
contempla
Meirelles ao
posto, embora as
análises
internas e do
próprio
presidente da
República vejam
essa opção cada
vez mais
improvável.
Meirelles é
"cristão-novo"
no PMDB. Por
erro ou maldade,
elesequer foi
incluído na
chapa do
diretório
nacional da
legenda que
reconduzirá
Michel Temer ao
comando da sigla
neste sábado.
Além de dar
direito a voto
nas decisões
partidárias, uma
vaga no
diretório
confere também
peso e
organicidade
partidária a
seus membros.
"Foi uma falha.
Infelizmente,
não o incluímos
no diretório.
Agora, não dá
mais, a chapa já
foi registrada",
disse à Reuters
o deputado
Eduardo Cunha
(PMDB-RJ).
Praticamente
todos os
deputados,
senadores e
estrelas
peemedebistas
têm lugar nessa
estrutura. Cada
integrante tem
direito a um
voto na próxima
convenção, em
junho. O
encontro do meio
do ano deve
chancelar a
política de
alianças para as
eleições de
outubro e
confirmar o nome
do candidato a
vice-presidente
ao lado do PT.
"O Meirelles é
um grande
quadro. Pode ser
qualquer coisa
dentro do (novo)
governo. Ele
receberia nossa
indicação para
ser ministro da
Fazenda sem
problemas. Só
que ele ainda é
cristão-novo,
ainda não tem
articulação
política no
partido. Isso
vai acontecer
com o tempo",
acrescentou
Cunha,
referindos-se à
vice.
Henrique
Meirelles
compareceu à
convenção neste
sábado. Como
chegou depois
dos discursos
oficiais, foi
anunciado com
pompa por Temer.
Tirou fotos com
os convencionais
e não parou de
sorrir um minuto
sequer.
"A minha
absoluta atenção
no momento até o
começo de abril
é o Banco
Central. E eu
tenho
compromisso como
presidente",
disse Meirelles
a jornalistas ao
deixar a
convenção.
"No
final de março, aí sim,
eu devo pensar e tomar
uma decisão. Se fico no
BC ou se vou contemplar
alguma via eleitoral." |
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O líder do
partido da
Câmara, deputado
Henrique Eduardo
Alves (RN),
acredita na via
do Senado.
"Eu acho que o
candidato do
governo de Goiás
vai ser o Iris
Rezende (atual
prefeito da
capital). Na
minha opinião,
ele vai para o
Senado", disse.
Meirelles vai
bater o martelo
sobre seu futuro
no fim de março.
Lula o quer à
frente do BC até
o final de seu
mandato.
"A delegação do
Rio de Janeiro
defende que esse
projeto de país
continue com uma
aliança com a
ministra Dilma
Rousseff para a
Presidência da
República e com
a indicação de
um nome do PMDB
(para a vice),
que eu
particularmente
defendo sempre
que seja o
presidente
Michel Temer",
afirmou o
governador do
Rio, Sergio
Cabral, também
já cotado para a
chapa nacional.
Ele, porém,
optou por
disputar a
reeleição.
Ameaçada de
suspensão por
opositores
internos do
partido, a
convenção foi
garantida pela
Justiça.
(Edição de
Carmen Munari)