Haiti mais recursos humanos

 

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quinta-feira, 21/01/10 02:23:54

Jobim pede envio de mais 1.300 militares ao Haiti
"Ainda não sei quanto tempo levaria para mobilizar todo esse contingente, mas tem que ser o mais rápido possível", disse Jobim.

 

Do Reuter

 

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que enviou à Comissão Representativa do Congresso Nacional um pedido para o envio de mais 1.300 militares para integrar a força de paz da ONU no Haiti, país devastado por um forte terremoto na semana passada.


"Conversei com o senador (José) Sarney pelo telefone e enviei um pedido ao Senado de 1.300 militares. Inicialmente, seriam 900 militares, sendo 750 de Infantaria e 150 policiais do Exército", Jobim afirmou à Reuters por telefone.
"Estou pedindo 1.300 para ter uma folga, para uma futura demanda da ONU", acrescentou.


Segundo o ministro, esse pedido deve ser discutido na próxima segunda-feira. O presidente do Senado, José Sarney, afirmou em nota já ter convocado a Comissão para uma reunião no dia 25.


"Ainda não sei quanto tempo levaria para mobilizar todo esse contingente, mas tem que ser o mais rápido possível", disse Jobim.


O Conselho de Segurança da ONU aprovou na terça-feira, por unanimidade, o aumento temporário no número de tropas e policiais da entidade no Haiti em 1.500 policiais e 2.000 soldados para ajudar a manter a segurança e ajudar nos esforços humanitários.


A Minustah tem contingente de cerca de 9.000 pessoas, sendo pouco mais de 7.000 militares. O Brasil lidera a missão de paz com 1.266 militares.
Até o momento já foram confirmadas as mortes de 21 brasileiros, entre eles 18 militares que serviam naquele país.


Jobim, que já esteve no Haiti logo depois do terremoto, não descarta voltar ao país caribenho para avaliar os estragos e a atuação da missão de paz da ONU.
"Vou conversar amanhã (quinta-feira) com os generais brasileiros para analisar o problema das gangues e do aumento da violência após o terremoto", disse o ministro.


Na noite de terça-feira o comando brasileiro no Haiti afirmou em entrevista coletiva que a segurança está sob controle, apesar dos saques e tumultos vistos após a tragédia.


A preocupação aumentou depois que cerca de 3.000 presos fugiram da cadeia na sequência do tremor de magnitude 7 que abalou, sobretudo, a capital Porto Príncipe no dia 12.


O Comando negou os relatos de que os bandidos foragidos teriam se organizado em gangues e tomado a favela de Cité Soleil, marcada pela violência após a crise institucional de 2004, quando a força da ONU foi enviada para estabilizar o país caribenho.


Segundo autoridades haitianas, entre 100 mil e 200 mil pessoas teriam morrido por conta do terremoto da semana passada. Mais de 70 mil corpos já foram sepultados em covas coletivas.


Nesta quarta-feira, um novo tremor de magnitude 5,9, registrado inicialmente com intensidade 6,1, voltou a assustar o país, provocando pânico entre as pessoas que acampam nas ruas com medo de tremores secundários, que são comuns após grandes abalos sísmicos.

 

 

 

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