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Peru Machu Picchu

       

 

sábado, 30/01/10 01:53:55 /sábado, 30/01/10 01:53:55

Governo peruano intensifica retirada de turistas em Machu Picchu

"Quase 4 mil pessoas vão ser retiradas através de uma ponte (aérea) de helicópteros como jamais se viu em nossa pátria"

Rede Almeidense com informações do (Reuters)

 

 
 

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 MACHU PICCHU, Peru.As autoridades peruanas preveem que a retirada de turistas presos pelas chuvas no Peru termine nesta sexta-feira, com o resgate por ar de quase 4 mil visitantes isolados na cidadela inca de Machu Picchu, no sudeste do país.

O resgate começou na segunda-feira, depois que fortes chuvas cortaram rodovias e provocaram deslizamentos que deixaram ao menos cinco mortos, segundo dados oficiais. Há vários desaparecidos.

Em Aguas Calientes, povoado aos pés da montanha que abriga Machu Picchu, ainda há 800 turistas de diferentes nacionalidades à espera de helicópteros das forças de segurança peruanas e norte-americanas, além de algumas aeronaves de empresas privadas.

Na quinta-feira foram realizados 94 voos, que transportaram cerca de 1.400 turistas presos pelas chuvas, as piores a atingirem Cuzco nos últimos 15 anos.

"Quase 4 mil pessoas vão ser retiradas através de uma ponte (aérea) de helicópteros como jamais se viu em nossa pátria", disse a jornalistas o presidente do país, Alan García, depois de sobrevoar diversas regiões afetadas pelas chuvas em Cusco.

Ele afirmou que o nível de chuvas suportado por Cusco foi mais de três vezes superior ao registrado na história e que, agora, a tarefa era recuperar Machu Picchu, "a vitrine de nossa pátria" e uma das novas sete maravilhas do mundo.

"Graças a Deus podemos dizer que o nível das águas baixou e temos que pedir a todos orações e ao 'Cristo de los Temblores' (imagem religiosa venerada em Cusco) que apazigue por fim essa natureza tão difícil", enfatizou García.

MILHARES DE DESABRIGADOS

O ministro de Comércio Exterior e Turismo, Martín Pérez, disse que se o "bom clima" permitir, até o fim desta sexta-feira o resgate dos turistas terá terminado.

O clima melhorou na sexta-feira com a estiagem, e o nível do rio Vilcanota, que passa por Aguas Calientes, baixou.

"Todos passam bem. É uma mensagem para as famílias dos turistas, que são meninas de 20 e 30 anos, há alimento, há água e todos estão bem de saúde", acrescentou.

No início, os turistas presos em Aguas Calientes eram 2.000, mas o número aumentou com a chegada de centenas de visitantes que estavam isolados em outras regiões, como o Caminho do Inca, uma trilha que leva a Machu Picchu após quatro horas de caminhada.

Nos primeiros dias de retirada foram registradas queixas de turistas por falta de alimentos e provisões na região onde fica Machu Picchu, a cerca de 2.450 metros sobre o nível do mar e 1.100 quilômetros a sudeste de Lima.

O primeiro-ministro, Javier Velásquez, disse a jornalistas em Cusco que o temporal deixou 23.425 desabrigados, 4.600 moradias danificadas ou destruídas, 16 mil hectares de cultivo afetados e nove pontes "seriamente" afetadas.

O governo brasileiro anunciou na quinta-feira o envio de assistência humanitária às vítimas das fortes chuvas e inundações que atingiram o sudeste do Peru. Um voo da Força Aérea Brasileira levará a Cusco 14 toneladas de alimentos.

O Itamaraty informou que "mais de duzentos turistas brasileiros, que têm sido gradualmente retirados em operações de resgate, vêm sendo atendidos pelo Centro de Apoio aos Brasileiros em Cusco", montado em caráter emergencial.
 

 

 

 

 

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