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PEQUIM/WASHINGTON, 31 de janeiro
As vendas de armas dos Estados Unidos a
Taiwan prejudicaram a segurança nacional
da China, disse o ministro das Relações
Exteriores chinês, Yang Jiechi, elevando
o tom numa disputa que ameaça aumentar
as diferenças entre a maior e a terceira
maior economias do mundo.
Jiechi foi a última e mais importante
autoridade a denunciar o plano de venda
de armas de Washington anunciado na
sexta-feira.
O governo do presidente norte-americano,
Barack Obama, tem defendido o negócio no
valor de 6,4 bilhões de dólares como
necessário para aumentar a segurança
regional.
Ele
disse que a medida
norte-americana
"prejudicou a segurança
nacional e a grande
tarefa de reunificação
(com Taiwan)."
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Yang disse que a China e os Estados
Unidos tiveram muitos debates sobre
vendas de armas, mas que Washington
ignorou o pedido de Pequim pelo fim
dessas operações, informou a agência de
notícias oficial Xinhua neste domingo.
Os Estados Unidos devem "verdadeiramente
respeitar os maiores interesses e
principais preocupações da China e
imediatamente revogar uma decisão
errada... para evitar prejudicar mais
ainda as relações China-EUA", afirmou
ele.
Pequim considera Taiwan uma província
rebelde. Refletindo as intensas emoções
sobre a questão, os usuários chineses de
Internet demonstraram raiva com pedidos
de boicote à exportadora norte-americana
Boeing e a outras empresas envolvidas
nas vendas.
A China tem se oposto a anos às vendas
de armas dos EUA a Taiwan. Pela primeira
vez, contudo, Pequim está tentando
pressionar os Estados Unidos a punir
essas companhias privadas cujos braços
estão envolvidos nas vendas a Taiwan.
(Por Por Ken Wills e Jim Wolf)