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terça-feira, 02/02/10 19:48:03
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Ajuda no Haiti ainda vai se
prolongar, diz ONU
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"Este é um ambiente potencialmente
volátil e temos de garantir que não degenere de
brigas por comida para uma inquietação civil
mais séria", afirmou.
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Rede
Almeidense - NOTÍCIAS.
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GENEBRA (Reuters) - A operação
humanitária no Haiti tem sido complicada
e lenta, mas está fazendo progressos
significativos, especialmente no sentido
de levar alimentos aos sobreviventes do
terremoto de janeiro, disse um dirigente
da Organização das Nações Unidas na
terça-feira.
Dar abrigo a cerca de 1 milhão de
desabrigados é a prioridade agora que as
operações de busca e resgate acabaram e
a maioria dos feridos graves recebeu
atendimento, disse a jornalistas John
Holmes, coordenador de auxílio
emergencial da ONU.
"Ainda temos um caminho significativo a
percorrer antes de atender a todos os
que precisam de alimento, e no lado do
alojamento também", afirmou ele.
Estima-se que até 200 mil pessoas tenham
morrido no terremoto do dia 12.
Operações de distribuição de alimentos
nos dias posteriores acabaram resultando
em cenas caóticas na arruinada Porto
Príncipe.
No geral, segundo Holmes, a situação na
cidade é calma, exceto por "incidentes
isolados de saques e ataques a comboios
de alimentos".
"Este é um ambiente potencialmente
volátil e temos de garantir que não
degenere de brigas por comida para uma
inquietação civil mais séria", afirmou.
A Minustah (força de paz da ONU) e
militares dos EUA estão prestando
segurança nos locais de distribuição de
comida e escoltando comboios, mas os
soldados norte-americanos só devem
permanecer por mais alguns meses, de
acordo com Holmes.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da
ONU pretende manter 16 pontos de
distribuição de alimentos na capital,
para fornecer cestas básicas para duas
semanas a 2 milhões de pessoas nos
próximos dez dias, acrescentou Holmes.
"Os atrasos que temos visto no Haiti têm
todos a ver com a logística, com a
simples dificuldade em fazer as coisas
acontecerem em um contexto como o do
Haiti."
De acordo com ele, há necessidade
urgente de 7.000 latrinas para evitar a
propagação de doenças em condições de
grande aglomeração e sem higiene
adequada.
"Abrigo é a maior prioridade. Estamos
recebendo material e distribuindo-o o
mais rápido possível", afirmou o
funcionário. Cerca de 7.000 tendas já
foram distribuídas, e outras 50 mil
estão a caminho.
Holmes explicou que a ONU quer evitar a
criação de grandes acampamentos, "que
tendem a se tornar permanentes". A ideia
é que as pessoas permaneçam perto de
onde viviam e de onde trabalham, sem
terem de deixar a cidade.
Dentro de alguns meses, quando começa a
temporada de furacões no Caribe, haverá
necessidade de abrigo resistente a
tempestades, possivelmente um grande
número de casas pré-fabricadas de
madeira.
"Este é um grande desafio. Não temos uma
solução mágica. Os furacões já causaram
grandes desastres no Haiti antes.
Provavelmente levará um ou dois anos
antes que possamos colocar as pessoas de
volta em construções adequadas."
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