Economia

 Faça sua busca

 

sexta-feira, 05/02/10 12:04:17 Atualizada em:sexta-feira, 05/02/10 12:04:17

IPCA vai continuar pressionado em fevereiro - Diz - IBGE

Segundo a economista do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, houve um espalhamento das pressões inflacionárias em janeiro.
 

Rede Almeidense NOTICIAS

Tamanho do texto

[A] [A]

RIO DE JANEIRO, 5 de fevereiro (Reuters) - A inflação ao consumidor brasileiro acelerou em janeiro no maior ritmo desde maio de 2008, devido a maiores preços de alimentos decorrentes do clima quente e chuvoso típico do período e do reajuste do ônibus em São Paulo e em Salvador. Fevereiro deve ser mais um mês pressionada, por conta dos reajustes de educação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,75 por cento em janeiro, ante alta de 0,37 por cento em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Analistas consultados pela Reuters previam taxa de 0,70 por cento, segundo a mediana de 31 estimativas que ficaram de 0,60 a 0,76 por cento.

Segundo a economista do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, houve um espalhamento das pressões inflacionárias em janeiro.

Os alimentos, afetados por efeitos climáticos, altas de preços no mercado internacional e pressão do dólar, tiveram a maior alta desde junho de 2008, enquanto os produtos não alimentícios tiveram a taxa mais elevada desde janeiro de 2006.

Os grupos transportes e alimentação, vilões em janeiro, continuarão pressionando o IPCA em fevereiro, que vai captar ainda aumentos de ônibus em Rio de Janeiro, Salvador e Belém, de táxi em Belo Horizonte, de trem e metrô em São Paulo, de serviço de correios e de reajuste nas mensalidades escolares.

JANEIRO

Em janeiro, a tarifa de ônibus urbano saltou 3,90 por cento, sendo a maior contribuição individual para o índice do mês, de 0,14 ponto percentual. Assim, os preços do grupo Transportes aceleraram a alta para 1,45 por cento em janeiro, contra 0,78 por cento em dezembro, com contribuição de 0,28 ponto percentual para o IPCA, a maior do mês.

Os preços do grupo Alimentação aumentaram 1,13 por cento em janeiro, contra avanço de 0,24 por cento em dezembro. O impacto no IPCA foi de 0,25 ponto percentual, respondendo por um terço da inflação do mês.

As maiores elevações nesse grupo em janeiro foram de cenoura, batata inglesa, açúcar cristal e hortaliças.

O aumento da inflação em janeiro não chegou a preocupar demasiadamente o mercado, mas levou os analistas a sinalizarem atenção com os próximos dados, para ver se além da sazonalidade há alguma outra pressão.

"O IPCA veio bem carregado. A gente sabe que uma parcela do que aconteceu do ponto de vista da inflação é puramente sazonal. Mas mesmo retirando esse tipo de aumento não-recorrente, ainda assim a medida dos núcleos sugere uma aceleração da inflação subjacente. Não foi uma boa leitura", disse Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander.

A média dos três núcleos do índice --por exclusão, por médias aparadas com suavização e por médias aparadas sem suavização-- subiu 0,56 por cento em janeiro, ante 0,45 por cento em dezembro, segundo cálculos de analistas. Os núcleos tendem a excluir a volatilidade dos produtos e variações exageradas e fora da curva, tanto de alta quanto de baixa.

Além disso, o IPCA acumulado em 12 meses teve alta de 4,59 por cento, superando o centro da meta de inflação do ano, de 4,5 por cento, pela primeira vez desde junho de 2009.

(Por Rex Gowar)

 

 

 

 

Especial
O fim do mundo em 2012

O mundo a sua volta

Fotos de Madonna

Imagens Especiais

Famosos

Galeria

Esportes

Brasileirão

Assine: