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RIO DE JANEIRO,
5 de fevereiro
(Reuters) - A
inflação ao
consumidor
brasileiro
acelerou em
janeiro no maior
ritmo desde maio
de 2008, devido
a maiores preços
de alimentos
decorrentes do
clima quente e
chuvoso típico
do período e do
reajuste do
ônibus em São
Paulo e em
Salvador.
Fevereiro deve
ser mais um mês
pressionada, por
conta dos
reajustes de
educação.
O Índice
Nacional de
Preços ao
Consumidor Amplo
(IPCA) subiu
0,75 por cento
em janeiro, ante
alta de 0,37 por
cento em
dezembro,
informou o
Instituto
Brasileiro de
Geografia e
Estatística
(IBGE) nesta
sexta-feira.
Analistas
consultados pela
Reuters previam
taxa de 0,70 por
cento, segundo a
mediana de 31
estimativas que
ficaram de 0,60
a 0,76 por
cento.
Segundo a
economista do
IBGE, Eulina
Nunes dos
Santos, houve um
espalhamento das
pressões
inflacionárias
em janeiro.
Os alimentos,
afetados por
efeitos
climáticos,
altas de preços
no mercado
internacional e
pressão do
dólar, tiveram a
maior alta desde
junho de 2008,
enquanto os
produtos não
alimentícios
tiveram a taxa
mais elevada
desde janeiro de
2006.
Os grupos
transportes e
alimentação,
vilões em
janeiro,
continuarão
pressionando o
IPCA em
fevereiro, que
vai captar ainda
aumentos de
ônibus em Rio de
Janeiro,
Salvador e
Belém, de táxi
em Belo
Horizonte, de
trem e metrô em
São Paulo, de
serviço de
correios e de
reajuste nas
mensalidades
escolares.
JANEIRO
Em janeiro, a
tarifa de ônibus
urbano saltou
3,90 por cento,
sendo a maior
contribuição
individual para
o índice do mês,
de 0,14 ponto
percentual.
Assim, os preços
do grupo
Transportes
aceleraram a
alta para 1,45
por cento em
janeiro, contra
0,78 por cento
em dezembro, com
contribuição de
0,28 ponto
percentual para
o IPCA, a maior
do mês.
Os preços do
grupo
Alimentação
aumentaram 1,13
por cento em
janeiro, contra
avanço de 0,24
por cento em
dezembro. O
impacto no IPCA
foi de 0,25
ponto
percentual,
respondendo por
um terço da
inflação do mês.
As maiores
elevações nesse
grupo em janeiro
foram de
cenoura, batata
inglesa, açúcar
cristal e
hortaliças.
O aumento da
inflação em
janeiro não
chegou a
preocupar
demasiadamente o
mercado, mas
levou os
analistas a
sinalizarem
atenção com os
próximos dados,
para ver se além
da sazonalidade
há alguma outra
pressão.
"O IPCA veio bem
carregado. A
gente sabe que
uma parcela do
que aconteceu do
ponto de vista
da inflação é
puramente
sazonal. Mas
mesmo retirando
esse tipo de
aumento
não-recorrente,
ainda assim a
medida dos
núcleos sugere
uma aceleração
da inflação
subjacente. Não
foi uma boa
leitura", disse
Alexandre
Schwartsman,
economista-chefe
do Santander.
A média dos três
núcleos do
índice --por
exclusão, por
médias aparadas
com suavização e
por médias
aparadas sem
suavização--
subiu 0,56 por
cento em
janeiro, ante
0,45 por cento
em dezembro,
segundo cálculos
de analistas. Os
núcleos tendem a
excluir a
volatilidade dos
produtos e
variações
exageradas e
fora da curva,
tanto de alta
quanto de baixa.
Além disso, o
IPCA acumulado
em 12 meses teve
alta de 4,59 por
cento, superando
o centro da meta
de inflação do
ano, de 4,5 por
cento, pela
primeira vez
desde junho de
2009.
(Por Rex Gowar)