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SÃO PAULO
(Reuters) - O
Banco Central
avaliou nesta
quinta-feira que
em meio aos
sinais de
retomada da
demanda
doméstica, os
riscos para a
inflação podem
aumentar e que,
portanto, a
política
monetária
precisa ser
"especialmente
vigilante".
Na ata de sua
última reunião,
o Comitê de
Política
Monetária
(Copom) do BC
apontou como
principais
riscos para a
inflação uma
eventual
elevação dos
preços de
commodities
internacionais
e, internamente,
os efeitos
cumulativos e
defasados das
medidas de
estímulo
econômico.
"O Copom avalia
que, diante dos
sinais de
retomada da
demanda
doméstica,
ocasionando
redução da
margem de
ociosidade dos
fatores de
produção,
evidenciada por
indicadores de
utilização da
capacidade na
indústria e do
mercado de
trabalho, e do
comportamento
recente das
expectativas de
inflação, podem
aumentar os
riscos para a
concretização de
um cenário
inflacionário
benigno",
afirmou o
documento.
"Nesse ambiente,
cabe à política
monetária
manter-se
especialmente
vigilante para
evitar que a
maior incerteza
detectada em
horizontes mais
curtos se
propague para
horizontes mais
longos."
O BC ressaltou
que se houver
riscos para a
consolidação de
um cenário
benigno de
preços, a
política
monetária será
prontamente
adequada à
situação.
A ata é
referente à
reunião
realizada nos
dias 26 e 27 de
janeiro, quando
o Copom manteve
a Selic em 8,75
por cento ao
ano.
(Reportagem de
Vanessa Stelzer
e Paula Laier)