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BRASÍLIA (Reuters) - Além de ter
descansado por quatro dias na semana
passada após o pico de pressão arterial,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
suspendeu as cigarrilhas que fumava,
segundo uma fonte do governo.
Nos últimos dias, foram evitados
comentários sobre o hábito de fumar do
presidente e mesmo seu médico pessoal, o
cardiologista Roberto Kalil Filho,
esquivar-se do assunto quando o
presidente estava em São Paulo.
Lula vem resistindo à necessidade de
redução de seu ritmo de trabalho,
incluindo as viagens e cerimônias. Para
Lula, a proximidade das eleições e o
fato de estar no último ano de mandato
não lhe permitem relaxar e diminuir o
volume de visitas e inaugurações de
obras.
"É preciso apenas a gente tomar cuidado,
mas vou continuar trabalhando, vou
continuar viajando", disse Lula no
programa de rádio Café com o Presidente
desta segunda-feira.
Mesmo assim, foi cancelada uma visita a
São Paulo na quarta-feira e mantida no
mesmo dia inauguração de um gasoduto no
Rio de Janeiro.
Na sexta-feira, está programada ida ao
Rio Grande do Sul, onde visita obras do
Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) e participa de inauguração de um
Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica
Avançada.
Depois da alta de pressão, Lula foi
internado em um hospital do Recife, na
última quarta-feira, e, após período de
repouso e uma bateria de exames no
Instituto do Coração (InCor) de São
Paulo, no último sábado, retomou a
rotina presidencial nesta segunda, com
duas cerimônias públicas e dois eventos
fechados.
Ainda segundo a fonte, o presidente
demonstrou satisfação com a avaliação do
governo divulgada nesta manhã pela
pesquisa CNT/Sensus. A aprovação popular
ao governo Lula passou de 70 por cento
em novembro para 71,4 por cento em
janeiro.
A mesma sondagem indica que a ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil),
pré-candidata à sucessão presidencial,
saltou de 21,7 por cento em novembro
para 27,8 por cento em janeiro na
intenção de voto do eleitor,
aproximando-se do governador José Serra,
provável candidato do PSDB, que subiu
menos, de 31,8 por cento para 33,2 por
cento, mas mantém a liderança.
Ao comentar os resultados, o presidente
teria dito a Dilma que os dois estão
"indo bem" e que precisam "continuar
trabalhando".
(Texto de Maria Carolina Marcello)