quinta-feira, 11/03/10 17:38:10 Atualizada em:quinta-feira, 11/03/10 17:38:10
Lula pede solução no Senado para disputa por royalties- Diz-
líder
Segundo o
texto aprovado pela Câmara, os Estados e municípios produtores
terão que ceder recursos para as unidades da federação que não
produzem a commodity.
Rede Almeidense -
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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva pediu nesta
quinta-feira que o Senado encontre uma
fórmula para encerrar as disputas entre
Estados e municípios pelos royalties e
participações especiais do petróleo, afirmou
o líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR).
A Câmara concluiu na quarta-feira a
aprovação do projeto de lei que institui o
regime de partilha para a exploração do
petróleo da camada pré-sal, alterando as
regras de rateio dessas verbas também para
os contratos atuais.
Segundo o texto aprovado pela Câmara, os
Estados e municípios produtores terão que
ceder recursos para as unidades da federação
que não produzem a commodity.
Representantes de Rio de Janeiro e Espírito
Santo, os maiores prejudicados-- a bacia de
Campos, no Rio, produz um pouco mais de 80
por cento do petróleo nacional--, criticaram
a decisão da maioria dos deputados, e o
líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), disse que o presidente
Lula vetará a medida se ela não for alterada
no Senado.
"Temos espaço, vamos construir uma proposta
razoável... ele (Lula) recomendou que a
gente procurasse um entendimento, uma
proposta palatável para todos os Estados",
disse Jucá a jornalistas. "Eles (Estados e
municípios não produtores) têm que ganhar e
levar. Às vezes, se ganhar demais e
tripudiar, não leva."
Jucá reafirmou que a estratégia do governo é
manter o regime de urgência constitucional
para os quatro projetos do novo marco
regulatório do petróleo, o que pode
enfrentar resistências da oposição.
Além do projeto da partilha, o modelo é
composto pelas propostas que criam a
Petro-Sal, o fundo social e prevê a
capitalização da Petrobras. Todos foram
enviados ao Senado. Segundo Jucá, o
presidente assinou os pedidos de urgência
das propostas sobre o fundo e a
capitalização da estatal. O projeto que cria
a Petro-Sal já tramita no Senado com
urgência constitucional.
"Demonstrei ao presidente que é fundamental
ter urgência, porque, por exemplo, o projeto
do fundo social está designado para sete
comissões", comentou o líder do governo no
Senado.
Com o regime de urgência, os projetos
tramitam ao mesmo tempo em todas as
comissões e, se não forem aprovados em 45
dias, vão direto para o plenário e trancam a
pauta da Casa.
Para a líder do governo no Congresso,
senadora Ideli Salvatti (PT-SC), as
prioridades da base aliada devem ser a
aprovação do regime de partilha e da
capitalização da Petrobras.
"Não tem cabimento fazer novos leilões sem
definir se vai ser concessão ou partilha",
comentou à Reuters a senadora.
"A questão da capitalização da Petrobras não
dá mais para a gente segurar, porque é a
questão dos investimentos da empresa. Todo o
plano de investimento da Petrobras está
dependendo da capitalização."
A Petrobras todo ano anuncia seu plano de
investimento para os próximos cinco anos nos
primeiros meses do ano, ou mesmo no último
mês do ano anterior. Este ano, a empresa
está tendo que esperar a decisão sobre a
capitalização para incluir os recursos que
serão conseguidos.
A expectativa é de que o caixa da empresa
receba cerca de 35 bilhões de dólares apenas
com a subscrição dos acionistas
minoritários. O plano vigente, para o
período 2009-2013, prevê investimentos da
ordem de 174,4 bilhões de dólares, e a
expectativa do mercado é de que essa soma
suba significativamente por conta dos
projetos no pré-sal.
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