sexta-feira, 05/02/10 14:33:45 Atualizada em:sexta-feira, 05/02/10 14:33:45 |
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Exportação de suco de laranja do Brasil pode voltar a patamar de 2008
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"Isso é bom,
remunera a indústria naquilo que ela não conseguiu
ganhar em 2009 e vem até o final da cadeia, até o
produtor", declarou.
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SÃO PAULO
(Reuters) - Uma
previsão
razoável, ainda
que preliminar,
para a receita
com as
exportações de
suco de laranja
do Brasil em
2010 indica que
os dólares
gerados com os
embarques podem
crescer cerca de
20 por cento,
voltando aos
níveis
pré-crise,
segundo o
presidente da BR
Citrus,
Christian
Lohbauer.
Em 2009, as
exportações
brasileiras de
suco de laranja
concentrado e
congelado (FCOJ)
somaram 1,61
bilhão de
dólares, queda
de 19 por cento
ante 2008, em
meio a preços
mais baixos. Mas
em 2010 as
cotações já
apontam
recuperação com
a expectativa de
uma safra menor
na Flórida,
atingida por
doenças e
geadas.
"Em função de
melhoras de
preço já
verificadas,
talvez possamos
voltar para os
níveis de 2008,
quando o Brasil
exportou 1,99
bilhão de
dólares",
declarou à
Reuters Lohbauer,
à frente de uma
associação que
reúne as
principais
indústrias do
setor.
O Brasil, maior
exportador
mundial,
embarcou no ano
passado 1,30
milhão de
toneladas de
suco (em FCOJ
equivalente),
pequeno aumento
de 0,7 por cento
ante 2008,
segundo a BR
Citrus, um
volume maior do
que a
expectativa de
dezembro da
associação, que
apontava para os
menores
embarques desde
2002.
De acordo com o
executivo, os
contratos de
exportações no
ano passado
tiveram valores
"muito ruins",
de mil dólares
por tonelada, e
os que estão
sendo fechados
para as
exportações em
2010 estão acima
de 1.500 dólares
ou mais.
"Isso é bom,
remunera a
indústria
naquilo que ela
não conseguiu
ganhar em 2009 e
vem até o final
da cadeia, até o
produtor",
declarou.
A colheita da
nova safra de
laranja do
Brasil começa
oficialmente em
junho.
A alta dos
contratos de
exportação deve
ser mais sentida
na balança
comercial do
agronegócio no
segundo
semestre,
segundo Lohbauer,
quando o produto
vendido com base
nos novos
contratos começa
a chegar aos
importadores.
Os novos acordos
estão sendo
feitos em meio à
expectativa de
que a safra da
Flórida,
principal Estado
produtor dos
EUA, tenha sido
fortemente
afetada pelas
geadas --na
próxima
terça-feira, o
governo
norte-americano
divulga a sua
primeira
estimativa após
o frio intenso
do início de
janeiro, que foi
suficiente para
congelar frutos.
No mês passado,
o USDA estimou a
safra em 135
milhões de
caixas, ainda
sem contar os
efeitos do frio.
Os EUA, embora
não sejam os
principais
importadores do
suco do Brasil
--posto ocupado
pela Europa--
definem o preço
internacional,
pois são
produtores e
consumidores. Já
os brasileiros
exportam quase
toda a sua
produção de suco
congelado.
Não seria a
primeira vez em
que o Brasil se
beneficiaria de
problemas na
safra dos EUA.
Há pouco anos,
após furacões
afetarem a
produção na
Flórida, o
Brasil chegou a
exportar mais de
2 bilhões de
dólares em suco
de laranja ao
ano, com a alta
dos preços.
"Em função dessa
queda de oferta
(nos EUA) é que
a gente surfa",
destacou.
SAFRA BRASILEIRA
O executivo cita
previsões de
analistas
privados para a
safra de São
Paulo, que
concentra grande
parte da
produção
nacional,
estimando-a em
310 milhões de
caixas, com um
volume entre 270
e 285 milhões de
caixas sendo
absorvido pela
indústria
exportadora.
Mas ele não está
tão otimista
para a safra
paulista,
lembrando que
chuvas
excessivas
geraram
problemas com um
fungo, conhecido
como
"estrelinha",
que causa a
queda das flores
e frutos em
desenvolvimento
inicial.
"A nossa safra
não vem muito
grande, teve
impacto da
estrelinha, além
do greening... e
tem que ver qual
vai ser o
rendimento, como
teve muita
chuva, a planta
tende a deixar a
fruta muito
cheia de água,
mas o
rendimento, o
que tem de suco,
fica mais baixo,
então a safra
não vai ser
histórica",
comentou,
evitando fazer
previsões.
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