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SÃO PAULO (Reuters) - O tom de campanha
marcou a noite que pôs lado a lado, mais
uma vez, nesta sexta-feira, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e a
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, pré-candidata do PT à
Presidência da República e quem ele
chamou de "palanqueira".
Lula defendeu a implantação da segunda
versão do PAC, chamado pela oposição de
"slogan publicitário", durante discurso
na inauguração da sede do Sindicato dos
Trabalhadores em Processamento de Dados
de São Paulo.
"Eu penso que a cara do Brasil vai mudar
muito e quem vier depois de mim, eu por
questões legais não posso dizer quem é,
espero que vocês adivinhem, vai
encontrar um programa pronto, com
dinheiro no Orçamento", disse Lula à
plateia ao lado de Dilma.
"Estou fazendo o PAC 2 porque preciso
colocar dinheiro no Orçamento para as
pessoas trabalharem", afirmou. Segundo
ele, o novo programa deve ser lançado em
março e inclui recursos às obras para a
Copa do Mundo de 2014 e projetos de
transporte e mobilidade urbana.
A declaração encerrou uma semana
polêmica para os dirigentes do PT e do
PSDB, que trocaram insultos por meio de
notas públicas envolvendo os candidatos
à sucessão presidencial.
Na terça-feira, Dilma afirmou em evento
público em Minas Gerais que os tucanos,
se eleitos, pretendiam acabar com o
Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC). As afirmações foram baseadas em
entrevista do presidente do PSDB, Sérgio
Guerra (PE), à revista Veja na semana
passada.
Discursando antes do presidente, Dilma
defendeu a continuidade das políticas
adotadas nos dois mandatos de Lula.
"Muita gente está hoje discutindo o
pós-Lula como se fosse um dia em que a
gente começa tudo outra vez", afirmou.
"Não é verdade... O pós-Lula é entender
a continuidade do processo que levou o
país a uma situação exemplar."
(Reportagem de Hugo Bachega)