A presidente Dilma Rousseff se reuniu
nesta segunda-feira com representantes da Fifa em Bruxelas e se dispôs a
rever alguns pontos da Lei Geral da Copa criticados pela entidade, disse
o ministro do Esporte, Orlando Silva.
A Lei Geral da Copa é um conjunto de medidas exigidas pela entidade que
comanda o futebol mundial para a realização da Copa do Mundo, e que
atualmente tramita na Câmara dos Deputados. A entidade reclama de alguns
itens, como a meia-entrada para idosos, prevista no Estatuto do Idoso, e
a proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios. Além disso, quer
maior combate à pirataria.
"Na próxima semana, na quarta-feira, uma equipe da Fifa estará no Brasil
para que nós possamos fazer um novo encontro, examinar temas que a
redação do projeto pode ser aperfeiçoada", disse Silva a jornalistas.
"O nosso objetivo é oferecer eventualmente ao Congresso algumas
sugestões adicionais para que a redação da lei deixe o mais claro
possível os compromissos do Brasil com as garantias que anteriormente
foram oferecidas."
Segundo Silva, o Brasil informou à Fifa que o direito à meia-entrada ao
idoso não será suspenso durante o torneio e que as regras que concedem
descontos a estudantes são estaduais, impedindo o governo federal de
intervir sobre o assunto.
Em relação à venda de bebidas alcoólicas em estádios, o ministro
informou que a proibição está incluída no estatuto de competições da
CBF, e que não há impedimentos legais para que o comércio seja liberado
durante a Copa.
"Não há na lei federal uma proibição na venda de bebidas, o que
permitiria que isso acontecesse durante o Mundial da Fifa", disse.
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