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Atualizada
em
quinta-feira, 20/11/08 05:00 Dados
biográficos
Chávez
é o segundo
de seis
filhos de
Hugo de los
Reyes Chávez
e de Elena
Frías de
Chávez,
ambos
professores
de carreira.
Hugo e o seu
irmão mais
velho foram
viver com a
avó paterna
Rosa Inés a
pedido do
pai, ainda
durante a
infância.
Freqüentou a
escola
primária no
Grupo
Escolar
Julián Pino,
em Sabaneta.
O ensino
secundário
foi cursado
no Liceu
Daniel
Florêncio O'
Leary, na
cidade de
Barinas.
Desde a sua
juventude,
Chávez é um
apreciador
de
atividades
esportivas,
em
particular
do baseball.
Aos
dezessete
anos, Chávez
ingressou na
Academia
Militar da
Venezuela,
graduando-se,
em 1975, em
Ciências e
Artes
Militares,
ramo de
Engenharia.
Prosseguiu
na carreira
militar,
atingido o
posto de
tenente-coronel[1]
Chávez
casou-se
duas vezes:
a primeira
com Nancy
Colmenares,
com que teve
três filhos
(Rosa
Virginia,
María
Gabriela e
Hugo Rafael)
e a segunda
com a
jornalista
Marisabel
Rodríguez,
de quem se
separou em
2003 e com
quem teve
uma filha,
Rosinés.
Além disso,
Chávez
também
manteve uma
relação
amorosa por
cerca de dez
anos com a
historiadora
Herma
Marksman
enquanto era
casado com a
sua primeira
esposa.[1]
De fato,
violentas
manifestações
populares já
há tempo
vinham
ocorrendo. A
maior delas
foi o
chamado "Caracazo",
uma revolta
espontânea[2]
motivada
pelo aumento
do preço das
passagens de
ônibus, que
ocorreu em
27 de
fevereiro de
1989, em
Caracas.
Durante o "Caracazo",
ônibus eram
apedrejados
e queimados
em todo o
país, e
lojas,
supermercados,
shopping
centers,
pequenos
comércios,
nada
escaparia
aos saques
de uma
turbulência
em que já
não se podia
discernir o
que eram
trabalhadores
em protesto
ou simples
miseráveis
famintos.
Gangues
urbanas se
juntaram à
confusão
para
promover
vandalismo,
roubos e
invasões de
estabelecimentos".
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Trajetória
política
No dia 4
de Fevereiro
de 1992, o
então
tenente-coronel
Hugo Chávez,
comandando
cerca de 300
efetivos,
protagonizou
um golpe de
Estado
contra o
presidente
Carlos
Andrés
Pérez, da
Acción
Democrática
(1974-1979 e
1989-1993).
Os
partidários
de Chávez
justificam
essa ruptura
constitucional
como uma
reação à
crise
econômica
venezuelana,
marcada por
inflação e
desemprego
decorrentes
de medidas
econômicas
adotadas por
Pérez, logo
após a sua
posse face
as grave
situação
econômica
que o país
estava
passando. A
Venezuela
era um dos
poucos
países da
américa
latina que
nunca tivera
sofrido um
golpe de
estado.
Embora
fracassada,
a tentativa
de golpe em
1992 serviu
para
catapultar
Hugo Chávez
ao cenário
nacional.[4],
depois de
amargar dois
anos de
cadeia. Após
o fim do
mandato de
Carlos
Andrés
Pérez,
graças a uma
amnistia do
novo
presidente,
Rafael
Caldera
Rodríguez,
Chávez
abandona a
vida militar
e passa a se
dedicar à
política. O
agravamento
da crise
social e o
crescente
descrédito
nas
instituições
políticas
tradicionais
o
favorecem.[5]
Em 1997,
fundou o
Movimiento V
República (MVR)
e, nas
eleições
presidenciais
de 6 de
Dezembro de
1998,
apoiado por
uma
coligação de
esquerda e
centro-esquerda
- o Polo
Patriótico -
organizada
em torno do
MVR, Chávez
foi eleito
com 56% dos
votos.[5][1]
Assumiu a
presidência
da Venezuela
em 1999,
para um
mandato
inicialmente
previsto de
cinco anos,
pondo fim a
quatro
décadas de
domínio dos
chamados
partidos
tradicionais
- Acción
Democrática
(AD) e
Comité de
Organización
Política
Electoral
Independiente
(COPEI).[6]
Ao tomar
posse, em 2
de fevereiro
de 1999,
decretou a
realização
de um
referendo
sobre a
convocação
de uma nova
Assembléia
Constituinte.[7]
Em 25 de
abril de
1999,
atendendo ao
plebiscito,
70% dos
venezuelanos
manifestam-se
favoráveis[7]
à instalação
da
Constituinte.[7].
Nas eleições
para a
Constituinte,
realizadas
em Julho de
1999, os
apoiadores
de Chávez -
a coligação
Pólo
Patriótico -
conquistam
120 dos 131
lugares. A
nova
constituição
foi redigida
e, após
submetida a
plebiscito,
é aprovada
por 71,21%
dos
eleitores.[8]
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