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País tem 34,8 mil novas vagas de empregos formais em março
No ano, entretanto, saldo ainda é negativo em 57,7 mil vagas.
Resultado do trimestre é o pior registrado desde 1999.
segunda-feira, 12/10/09 11:54:47
Atualizada em
segunda-feira, 12/10/09 11:54:47
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Rede Almeidense. |
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O
ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos
Lupi, divulgou nesta
quarta-feira (15)
os dados do Cadastro
Geral de Emprego
e Desemprego (Caged),
que mostram uma
recuperação ainda
leve do mercado
de trabalho. O saldo
de empregos em março
ficou em 34,818
mil, bem superior
ao saldo registrado
em fevereiro, de
9,179 mil novas
vagas formais criadas
no país.
Contudo, no ano
ainda há saldo de
desemprego. O número
de demissões de
janeiro ainda não
foi vencido pelo
saldo positivo de
fevereiro e março.
No primeiro trimestre,
há um saldo de desemprego
de 57,7 mil vagas.
“É o mês da virada,
como eu disse há
três meses atrás.
Não é o dado que
esperávamos ainda,
mas estamos nos
recuperando”, analisou
o ministro. O resultado
do trimestre é o
pior registrado
desde 1999, quando
houve um saldo de
desemprego de 195,5
mil vagas.
Regiões
Nas regiões Norte
e Nordeste, os números
do Caged ainda mostram
uma redução do mercado
de trabalho. Nos
estados do Nordeste,
foram fechadas mais
de 40,2 mil vagas.
Segundo o ministério
do Trabalho, o saldo
negativo tem a ver
com fatores sazonais
relacionados à agroindústria.
No Norte, o saldo
negativo foi de
5,6 mil postos formais
de trabalho. O pior
resultado na região
foi no Pará, onde
foram fechadas mais
de 5,6 mil vagas.
O único estado do
Norte que teve saldo
positivo foi Rondônia,
com criação de 1,2
mil novas vagas.
A região Sudeste
registrou um novo
saldo positivo de
admissões em março.
Segundo os dados
do Caged, foram
criados mais de
50,2 mil postos
formais de trabalho
no mês passado na
região. Os números
foram puxados pela
economia de São
Paulo, onde foram
criados mais de
34,2 mil empregos
formais.
No Sul, o saldo
positivo foi de
15,2 mil admissões.
O melhor resultado
ocorreu no Paraná,
onde o houve a criação
de 10,8 mil novos
empregos com carteira
assinada. Na região
Centro-Oeste, o
saldo também foi
positivo em 15 mil
postos. O melhor
desempenho do mercado
de emprego foi em
Goiás, onde foram
abertas 7,9 mil
novas vagas.
Setores
Dos seis principais
setores econômicos
da atividade econômica,
quatro apresentaram
saldo positivo no
emprego. De acordo
com os dados do
Caged, o segmento
de serviços foi
o que teve o melhor
resultado e foram
criadas 49,2 mil
novos postos de
trabalho nessa área
em março. No ano,
o saldo do setor
é positivo em 109,2
mil vagas.
A construção civil
voltou a apresentar
saldo positivo de
admissões em março.
Nesse segmento foram
criadas 16,1 mil
novos postos de
trabalho. No ano,
o saldo positivo
é de 30,2 mil empregos
formais.
Na agricultura o
saldo também foi
positivo em março
e foram criadas
7,2 mil novas vagas.
Porém, no ano o
saldo ainda é negativo
em 3,9 mil vagas.
Na administração
pública também houve
mais admissões do
que demissões. O
saldo foi de 7,1
mil novos postos
de trabalho formais.
No ano, o saldo
é positivo em 23,8
mil vagas.
A indústria de transformação
é um dos segmentos
que ainda não conseguiram
se recuperar dos
abalos da crise
econômica financeira
mundial. Em março,
foram fechadas 35,7
mil vagas. Em 2009,
o saldo negativo
é de 147,3 mil postos
formais de trabalho.
Contudo, o ministro
aposta que em abril
o saldo de empregos
nesse setor vai
ficar positivo.
“Minha avaliação
é que em abril o
resultado da indústria
de transformação
já será positivo”,
disse.
No comércio o resultado
de março também
não foi bom. Segundo
o Caged, foram fechados
9,6 mil postos de
trabalho nessa área.
No ano, o saldo
está negativo em
70,7 mil.
PIB
O resultado do Caged
frustrou as expectativas
do ministro Carlos
Lupi, que, no mês
passado, estimava
que em março seriam
criados cerca de
100 mil novos postos
de trabalho e não
apenas 34,8 mil.
“A minha estimativa
acabou não se confirmando,
mas ainda estou
muito otimista e,
como eu já havia
dito, março representa
o mês da virada”,
comentou.
Lupi foi além e
disse que muitos
analistas terão
que rever suas previsões
de PIB negativo
para este ano. “Vamos
ter a partir desse
mês de abril saldos
mais posituvos e
ouso dizer que muitos
analistas terão
que refazer seu
cálculo de PIB,
porque ele será
positivo em 2009.
O dado positivo
que indica isso
é a contratação
de trabalhadores.
Nenhuma empresa
contrata se não
precisa. E isso
me faz manter o
otimismo habitual”,
salientou.
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