CÂMBIO-BC intervém e freia alta maior do dólar, que sobe 0,56%
Após alcançar 1,9185 real na
máxima do dia, em alta de 1,97 por cento, a divisa norte-americana
terminou o dia com valorização de 0,56 por cento, a 1,8920 real na
venda.
| Da Rede Almeidense | Com agências internacionais 
Por José de Castro |
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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reduziu
a alta de quase 2 por cento frente ao real no fechamento dos negócios
desta segunda-feira, com investidores diminuindo o apetite pela moeda
após o Banco Central (BC) intervir vendendo dólares no mercado futuro
via leilão de swap cambial.
Após alcançar 1,9185 real na máxima do dia, em alta de 1,97 por cento, a
divisa norte-americana terminou o dia com valorização de 0,56 por cento,
a 1,8920 real na venda.
Isso ocorreu porque o BC vendeu 34.150 contratos de swap cambial
tradicional, apenas 32 por cento da oferta total de até 106.975 papéis.
No total, a operação somou o equivalente a 1,696 bilhão de dólares.
Depois da operação, o dólar chegou a recuar 0,48 por cento, para 1,8725
real na venda, mas logo em seguida voltou a subir. Para parte do
mercado, o fato de a autoridade ter vendido uma pequena parte dos
contratos de swap pode indicar que a valorização do dólar é mais um
movimento especulativo do que falta de liquidez no mercado.
Na visão do operador de uma outra corretora paulista, a demanda
relativamente fraca do mercado pelos contratos de swap também sinaliza
alguma cautela dos players, que hesitam em liquidar todas as posições de
swap cambial reverso --que, na prática, equivale a uma compra do mercado
futuro e usada há alguns meses para segurar a forte valorização do real
frente ao dólar.
"Ninguém quer zerar (o swap reverso) no prejuízo. O pessoal vai com
calma, vendo as melhores opções", disse ele, lembrando que o mercado
ainda não mostra carência de liquidez.
Foi a segunda vez que o BC faz leilão de swap cambial tradicional em
menos de três semanas e já indica que continuará usando essa ferramenta.
Após o fechamento da sessão desta segunda-feira, anunciou que fará na
terça-feira outro leilão, ofertando 90.525 contratos.
No final de setembro, a autoridade monetária vendeu 2,7 bilhões de
dólares através desses contratos e informou que poderia "voltar a atuar,
a qualquer momento, de modo a assegurar condições apropriadas de
liquidez nos mercados de câmbio", numa clara indicação de que
continuaria atenta à volatilidade nos mercados.
Para o operador de câmbio de um banco dealer, que preferiu não ser
identificado, o fato de o dólar ter subido mesmo após o leilão de swap
do BC mostra que o mercado de câmbio doméstico ainda tem como principal
"driver" o exterior, onde investidores seguem preocupados com uma crise
de dívida na zona do euro.
Nesta segunda-feira, as bolsas de valores globais caíram quase 3 por
cento, enquanto o dólar teve outra rodada de valorização ante o euro e
outras moedas. Os agentes temem cada vez mais que a Grécia dê um calote,
após Atenas reconhecer no final de semana que não cumprirá as metas de
déficit orçamentário neste ano e no próximo.
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