Brasil revela na 2a ideias para novo marco do pré-sal
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Brasil revela na 2a ideias para novo marco do pré-sal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que o país precisa de um novo marco energético

 

 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro deverá apresentar na segunda-feira sua proposta sobre novas regras para o setor petrolífero, para determinar como serão exploradas e administradas as novas reservas do pré-sal, que o governo Lula espera servir de alavanca para elevar o país a um novo status.


Os projetos que serão enviados ao Congresso pelo governo devem ampliar a participação do governo e da Petrobras nos campos petrolíferos que foram descobertos nos últimos anos a vários quilômetros abaixo do leito marinho, o que pode fazer do Brasil um grande exportador de energia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que o país precisa de um novo marco energético para manter uma participação justa nas riquezas do pré-sal, que começaram a chamar a atenção do mundo em 2007, com a descoberta do gigantesco campo Tupi --uma das maiores descobertas petrolíferas da década no mundo, que abriu uma nova fronteira na exploração do petróleo.


A proposta a ser apresentada na segunda-feira pode dar origem a uma nova rodada de investimentos na produção energética, caso os investidores considerem que os novos termos são aceitáveis. Mas também podem manter inexplorados bilhões de barris de petróleo bruto sob o leito marinho, caso crie condições onerosas, num momento de incerteza sobre o futuro dos preços mundiais do produto.


"Esta legislação será um verdadeiro marco -- a questão é: um marco em qual direção," disse François Moreau, ex-executivo do setor que hoje atua como consultor independente de energia no Rio.


Lula, cujo governo é marcado por uma fase de prosperidade, misturando políticas de incentivo ao mercado com programas sociais, diz que o petróleo é um presente divino, que deve ser usado para melhorar a educação e a infra-estrutura no país.


As autoridades dizem que a nova lei do petróleo irá criar um sistema de partilha da produção para os contratos de exploração, e que isso dará ao Brasil maior controle sobre os campos petrolíferos existentes abaixo da camada de sal sob o leito oceânico, onde se estima que haja pelo menos 50 bilhões de barris.
A nova lei deve criar também um fundo de desenvolvimento para aproveitar os dividendos do petróleo, além de resultar na criação de uma nova estatal para administrar o pré-sal.