<h2>Lula deixa candidatura com carta ao povo brasileiro e pedido de votos a Haddad.</h2>

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resistiu o quanto pôde, mas ao entregar nesta terça-feira o posto de candidato do PT à Presidência a Fernando Haddad, mostrou a seu público que o ex-prefeito é agora o seu nome nas urnas e pediu explicitamente votos para seu pupilo na carta em que admitiu que não seria candidato.

Candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, dá as mãos com candidata a vice, Manuela D’Ávila em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba 11/09/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer
“Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo”, escreveu Lula no texto lido pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do PT.

“Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República.”

A carta de 21 parágrafos —chamada de Carta ao Povo Brasileiro— foi preparada por Lula com Haddad ao longo dos últimos dois dias. Na manhã de segunda-feira, o agora candidato a presidente teve o primeiro encontro com Lula, acompanhado dos advogados.

Ainda com pedidos de liminares ao Supremo Tribunal Federal sendo analisadas, o ex-presidente terminou a manhã orientando seus advogados a esperar mais um pouco pela decisão judicial mas já começou a trabalhar a transição.

Contrariando um grupo liderado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que defendiam a tentativa de fazer a troca apenas no dia 17, Lula instruiu o partido para respeitar a data dada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não correr o risco de o partido ficar sem uma candidatura.

“Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar”, escreveu Lula, lembrando da mulher, Marisa, morta no ano passado, e afirmando que o Judiciário brasileiro por “omissão e protelação”, em um processo cheio de “aberrações”, “privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas”.

“É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à coligação ‘O Povo Feliz de Novo’ a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente”, diz Lula na carta lida por Greenhalgh.

No terreno em frente à Polícia Federal em Curitiba onde há 158 dias apoiadores fazem uma vigília pela liberdade do ex-presidente, militantes, fãs e integrantes de movimentos sociais que foram chegando aos poucos, no início da tarde, e ocuparam as ruas no entorno, podiam ser contados às centenas, apesar do partido não ter organizado com antecedência um movimento.

Por mais de duas horas, esperaram no frio da tarde curitibana por um sinal do ex-presidente e de seu substituto.

Depois de ser confirmado como candidato por aclamação na reunião da Executiva do partido, em um hotel no centro de Curitiba, Haddad se reuniu com Lula por mais de uma hora. De acordo com uma fonte, o ex-presidente manteve a serenidade, mesmo indignado com as decisões que o impediram de concorrer, e conversou com Haddad sobre os rumos da campanha.

“Ele está enfrentando bem”, garantiu a fonte.

Candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, dá as mãos com candidata a vice, Manuela D’Ávila em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba 11/09/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer

“Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo”, escreveu Lula no texto lido pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do PT.

“Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República.”

A carta de 21 parágrafos —chamada de Carta ao Povo Brasileiro— foi preparada por Lula com Haddad ao longo dos últimos dois dias. Na manhã de segunda-feira, o agora candidato a presidente teve o primeiro encontro com Lula, acompanhado dos advogados.

Ainda com pedidos de liminares ao Supremo Tribunal Federal sendo analisadas, o ex-presidente terminou a manhã orientando seus advogados a esperar mais um pouco pela decisão judicial mas já começou a trabalhar a transição.

Contrariando um grupo liderado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que defendiam a tentativa de fazer a troca apenas no dia 17, Lula instruiu o partido para respeitar a data dada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não correr o risco de o partido ficar sem uma candidatura.

“Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar”, escreveu Lula, lembrando da mulher, Marisa, morta no ano passado, e afirmando que o Judiciário brasileiro por “omissão e protelação”, em um processo cheio de “aberrações”, “privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas”.

“É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à coligação ‘O Povo Feliz de Novo’ a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente”, diz Lula na carta lida por Greenhalgh.

No terreno em frente à Polícia Federal em Curitiba onde há 158 dias apoiadores fazem uma vigília pela liberdade do ex-presidente, militantes, fãs e integrantes de movimentos sociais que foram chegando aos poucos, no início da tarde, e ocuparam as ruas no entorno, podiam ser contados às centenas, apesar do partido não ter organizado com antecedência um movimento.

Por mais de duas horas, esperaram no frio da tarde curitibana por um sinal do ex-presidente e de seu substituto.

Depois de ser confirmado como candidato por aclamação na reunião da Executiva do partido, em um hotel no centro de Curitiba, Haddad se reuniu com Lula por mais de uma hora. De acordo com uma fonte, o ex-presidente manteve a serenidade, mesmo indignado com as decisões que o impediram de concorrer, e conversou com Haddad sobre os rumos da campanha.

“Ele está enfrentando bem”, garantiu a fonte.