A prisão ameaça piorar a crise na Catalunha, que começou no ano passado quando a região fez uma declaração simbólica de independência.Líder da independência da Catalunha é preso na Alemanha.

O líder catalão Carles Puigdemont foi preso neste domingo na Alemanha quatro meses depois de ter saído em exílio da Espanha, onde enfrenta até 25 anos de prisão por organizar um referendo sobre a independência catalã no ano passado.
Ousted Catalan leader Carles Puigdemont, center, stands with elected Catalan lawmakers of his Together for Catalonia party at a park in Brussels on Friday, Jan. 12, 2018. (AP Photo/Virginia Mayo)

BARCELONA/BERLIM (Reuters) – O líder catalão Carles Puigdemont foi preso neste domingo na Alemanha quatro meses depois de ter saído em exílio da Espanha, onde enfrenta até 25 anos de prisão por organizar um referendo sobre a independência catalã no ano passado.

Puigdemont entrou na Alemanha a partir da Dinamarca, depois que deixou a Finlândia na sexta-feira em meio a informações de que seria preso para ser extraditado para a Espanha.

A prisão ameaça piorar a crise na Catalunha, que começou no ano passado quando a região fez uma declaração simbólica de independência, levando o governo espanhol a assumir uma gestão direta sobre a região.

A polícia alemã afirmou que prendeu Puigdemont no Estado de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha, com base em um pedido europeu de prisão dele feito pela Espanha.

A polícia não informou onde exatamente está Puigdemont, mas a imprensa espanhola publicou que ele está em um posto policial próximo da cidade de Schuby.

Não ficou claro se Puigdemont vai ser extraditado imediatamente da Alemanha. Puigdemont vinha deixando claro sua preferência para lutar na Bélgica contra a extradição.

A Suprema Corte da Espanha decidiu na sexta-feira que 25 líderes catalães serão julgados por rebelião. O juiz Pablo Llarena também mandou para prisão antes de julgamento cinco líderes que lutam pela independência da Catalunha, o que disparou protestos na região.

No sábado, o presidente do parlamento catalão em Barcelona pediu uma aliança contra Madri, descrevendo os ataques jurídicos como “um ataque contra o coração da democracia”.

Por Sam Edwards e Joseph Nasr

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