O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que a economia brasileira ainda está fraca, apesar de em recuperação.

Segundo Ilan, esse cenário ajuda na condução da atual política monetária.
Segundo Ilan, esse cenário ajuda na condução da atual política monetária. –
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn 31/03/2017

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que a economia brasileira ainda está fraca, apesar de em recuperação, com elementos que ainda precisam se fortalecer, como o emprego, e estimou crescimento em 2018 por volta de 2 por cento.

“O que estamos observando é recuperação do crescimento de forma gradual”, afirmou Ilan em entrevista à rádio Jovem Pan. “Portanto, se continuar recuperando, a taxa de crescimento do ano que vem é mais para 2 por cento, até mais alta”, acrescentou.

Segundo Ilan, esse cenário ajuda na condução da atual política monetária.

“À medida que a economia vai se recuperar, a inflação vai subir um pouquinho e isso permite que a gente continue o processo de queda de juros”, disse, destacando ainda que o ritmo dependerá “das condições da economia, da expectativa de quanto vão chegar os juros no final”.

No fim de julho, o BC cortou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, a 9,25 por cento ao ano, mantendo o ritmo de afrouxamento diante do comportamento favorável da inflação e dos fracos sinais de recuperação econômica, e sugeriu que poderá repetir a dose daqui para frente.

A autoridade monetária continuou indicando que a crise política é ainda um fator que merece atenção, mas abrandou sua avaliação sobre a interferência exercida na condução da atual política monetária, ao afirmar que o impacto da recente queda da confiança na atividade tem sido limitado.

Na entrevista à Jovem Pan, ao ser questionado sobre eventual mudança da meta fiscal para este ano, o presidente do BC disse que não comentaria questões “de curtíssimo prazo”, ressaltando que as reformas, como a da Previdência, serão importantes para o país conviver com juros mais baixos de forma sustentável.

“Mesmo que tenhamos algumas subidas ou descidas ao longo do tempo”, acrescentou.

Ilan disse também que a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituirá a TJLP nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ajudará a reduzir os juros “para todo mundo”.

Por Patrícia Duarte

http://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Ilan-1024x601.jpghttp://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Ilan-150x88.jpgRede AlmeidenseNoticiaO presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que a economia brasileira ainda está fraca, apesar de em recuperação. SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que a economia brasileira ainda está fraca, apesar de em recuperação, com elementos que ainda...Notícia de política e informações financeiras.