A empresa de engenharia brasileira UTC Engenharia SA e o petroleiro controlado pelo estado, Petroleo Brasileiro, disseram na segunda-feira razões conflitantes para travar um contrato de manutenção de plataformas na Bacia de Campos, em uma cuspe que poderia atacar as operações.

O logotipo da petroleira estatal brasileira Petrobras é visto em um tanque na refinaria Petrobras Paulinia em Paulínia, Brasil, 1º de julho de 2017. REUTERS / Paulo Whitaker
O logotipo da petroleira estatal brasileira Petrobras é visto em um tanque na refinaria Petrobras Paulinia em Paulínia, Brasil, 1º de julho de 2017. REUTERS / Paulo Whitaker

A Petrobras, como a empresa de petróleo é conhecida, disse em um comunicado de imprensa que a UTC escolheu unilateralmente para interromper os serviços de construção nas plataformas, seguindo “tentativas da Petrobras de negociar uma solução que deu prioridade aos trabalhadores”.

UTC, no entanto, em uma declaração por e-mail, disse que a Petrobras decidiu contra extensões para contratos de manutenção offshore, conforme previsto por um acordo prévio.

“Para defender os interesses e os direitos trabalhistas de seus funcionários qualificados, a UTC continua tentando, com a Petrobras, regularizar e ampliar os contratos”, disse a empresa, envolvida no maior escândalo de corrupção do Brasil.

Sob um esquema de longa duração, um grupo de empresas de engenharia, incluindo UTC, subornou políticos e executivos da Petrobas em troca de contratos inflacionados. A UTC assinou nesta segunda-feira um acordo de clemência concordando em pagar ao governo 574 milhões de reais ($ 176 milhões) por fraude em relação a 29 contratos com empresas estatais, incluindo a Petrobras.

De acordo com a UTC, os contratos estão relacionados às plataformas P-18, P-19, P-20, P-26, P-33, P-35, P-37, P-50, P-52, P-54, P-62, todos localizados na Bacia de Campos, perto do Rio de Janeiro, o principal centro de produção de petróleo do Brasil.

A Petrobras disse que estava tomando medidas para manter as operações e a segurança, acrescentando que levaria apropriadas “medidas administrativas e judiciais” no caso.

(Reportagem de Roberto Samora, edição de Bill Trott)

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