Brasil não discute mudança de taxa do BNDES: Apesar das recentes críticas do presidente recentemente nomeado do banco, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, à Reuters na segunda-feira.

Brasil não discute mudança de taxa do BNDES: ministro
O ministro do Planejamento do Brasil, Dyogo Henrique de Oliveira, gesticula durante uma coletiva de imprensa em Brasília, Brasil, 29 de junho de 2017. REUTERS / Ueslei Marcelino / Arquivo de fotos

Por Silvio Cascione e Marcela Ayres

BRASILIA – O governo do Brasil não está discutindo mudanças em uma nova taxa de juros de referência proposta para o banco estadual de desenvolvimento BNDES, apesar das recentes críticas do presidente recentemente nomeado do banco, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, à Reuters na segunda-feira.

Dois diretores do BNDES demitiram-se na semana passada depois que o líder do BNDES, Paulo Rabello de Castro, anunciou que o novo índice de referência, anunciado dois meses antes de assumir as rédeas do banco em maio, poderia ser menos previsível para os mutuários do que as atuais taxas estabelecidas pelo governo, porque seria vinculado Às taxas de mercado.

O BNDES, o principal fornecedor de empréstimos corporativos de longo prazo no Brasil, ofereceu empréstimos subsidiados por décadas em um esforço para impulsionar o crescimento econômico e criar empregos.

O aumento da dívida pública e o aumento do escrutínio das políticas de empréstimos do banco após os recentes escândalos de corrupção levaram os formuladores de políticas a propor mudanças para aumentar a transparência, como o novo benchmark baseado no mercado.

A mudança começou no ano passado com a ex-chefe do BNDES, Maria Silva Bastos Marques, que renunciou em maio citando razões pessoais. Ela foi fortemente criticada por lobbies da indústria e muitos legisladores por reduzir empréstimos, mesmo quando a economia lutou para sair da recessão.

Oliveira, no entanto, disse que fez um trabalho muito bom e que o novo chefe do BNDES, Rabello de Castro, estava mantendo a maior parte de seus avanços, enquanto tentava simplificar as aprovações dos projetos.

“O BNDES é um navio transatlântico. Não altera suas políticas durante a noite”, disse Oliveira.

Ele acrescentou que, enquanto os legisladores poderiam sugerir mudanças na nova taxa de referência do BNDES, o governo estava trabalhando para sua aprovação.

“Teremos uma discussão muito respeitosa com o Congresso. O importante é dizer que não há discussões no governo sobre mudar a proposta”, disse Oliveira.

De acordo com a proposta do governo, a taxa TLP será vinculada ao índice de inflação do IPCA e aos retornos dos títulos indexados à inflação locais. O benchmark antigo, a taxa de TJLP, que é estabelecida a cada três meses pelos formuladores de políticas, atualmente é de 7%, inferior à taxa base de 10,25% do banco central.

O ministro disse que ele chamou Rabello de Castro na sexta-feira para discutir o novo benchmark. Perguntado se o novo índice de referência poderia estar vinculado à meta oficial de inflação, como sugeriu Rabello de Castro de acordo com o jornal Valor, Oliveira disse que a idéia não havia sido discutida.

(Reportagem de Silvio Cascione e Marcela Ayres, editada por Bernard Orr e Cynthia Osterman)

http://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Dyogo-Henrique-de-Oliveira-1024x713.jpghttp://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Dyogo-Henrique-de-Oliveira-150x104.jpgRede AlmeidenseNoticiaBrasil não discute mudança de taxa do BNDES: Apesar das recentes críticas do presidente recentemente nomeado do banco, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, à Reuters na segunda-feira. Por Silvio Cascione e Marcela Ayres BRASILIA - O governo do Brasil não está discutindo mudanças em uma nova taxa de juros...Notícia de Política e Informação Financeira