O porto do escravo do Brasil deu status patrimonial para preservar o “episódio brutal” na história, para preservar a evidência de “um dos episódios mais brutais na história da humanidade”.

O porto do escravo do Brasil deu status patrimonial para preservar o "episódio brutal" na história
O estabelecimento da corte portuguesa em 8 de março de 1808 na cidade do Rio de Janeiro, que passou a ser a sede da Corte Real, provocou mudanças

Por Sabah Hussain

LONDRES (Fundação Thomson Reuters) – Um cais na cidade brasileira do Rio de Janeiro, usado como mercado para escravos africanos, foi declarado patrimônio das Nações Unidas para preservar a evidência de “um dos episódios mais brutais na história da humanidade”.

A organização cultural da ONU, a UNESCO, disse que até 900.000 africanos escravizados acreditam ter desembarcado em Valongo Wharf, o porto escravo mais movimentado do Brasil, desde que o cais de pedra foi construído em 1811 até ser aterrado em 1842.

O Brasil era o maior importador de escravos do mundo, ocupando cerca de cinco milhões de africanos e o último país do mundo a abolir oficialmente a escravidão, em 1888.

Um comunicado da UNESCO disse que os armazéns construídos em Valongo podiam acomodar mais de 2.000 escravos, muitas vezes em condições tóxicas e sufocantes que alimentavam doenças e levaram a sepulturas em massa no local com um cemitério que ocupava até 6.000 enterro.

Os restos em Valongo, incluindo ossos, implementos e alimentos, são evidências do tratamento brutal dos escravos.

“A presença do sagrado e o sentido de ascendência encontrados no lugar transformaram Valongo em um marco simbólico para os movimentos sociais que promovem a igualdade racial”, declarou a UNESCO em comunicado.

“Do ponto de vista histórico, este é um testemunho de um dos episódios mais brutais na história da humanidade”.

Embora o Brasil tenha abolido a escravidão há cerca de 130 anos, a maior economia da América Latina reconheceu em 1995 o uso do trabalho escravo em sua economia.

O Índice Global de Escravidão de 2016 produzido pela base livre da Walk Free, com sede em Austrália, estimava que atualmente existem cerca de 161 mil escravos no Brasil.

O Brasil tem sido elogiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ativistas por fazer progressos na luta contra a escravidão na última década.

Os esforços incluíram a criação de unidades móveis de inspetores, promotores e policiais que atacam lugares onde o trabalho escravo é suspeitado e a criação de uma “lista suja” de empregadores investigados por inspetores do trabalho e que está sendo usado escravos.

(Editing by Belinda Goldsmith), credite a Thomson Reuters Foundation, o braço de caridade da Thomson Reuters, que cobre notícias humanitárias, direitos das mulheres, tráfico, direitos de propriedade, mudanças climáticas e resiliência. Visite news.trust.org )

http://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Um-cais-na-cidade-brasileira-do-Rio-de-Janeiro-1024x720.jpghttp://redealmeidense.com.br/wp-content/uploads/Um-cais-na-cidade-brasileira-do-Rio-de-Janeiro-150x105.jpgRede AlmeidenseNoticiaO porto do escravo do Brasil deu status patrimonial para preservar o 'episódio brutal' na história, para preservar a evidência de 'um dos episódios mais brutais na história da humanidade'. Por Sabah Hussain LONDRES (Fundação Thomson Reuters) - Um cais na cidade brasileira do Rio de Janeiro, usado como mercado para...Notícia de Política e Informação Financeira