Não há plano concreto para ampliar faixa de isenção do IR, diz Meirelles,o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acrescentando que foram apenas ventiladas ideias nesse sentido.

Não há plano concreto para ampliar faixa de isenção do IR, diz Meirelles
Ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles, durante reunião no Palácio do Planalto em Brasília.24/04/2017.REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) – Não há plano concreto do governo para aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acrescentando que foram apenas ventiladas ideias nesse sentido.

“De fato é uma coisa que seria positiva exatamente para as pessoas que estão naquela faixa de renda, por outro lado precisa ver o custo disso para a economia, para a sociedade”, afirmou o ministro a jornalistas após evento em Nova Lima (MG).

“No momento não há um plano concreto de se fazer nada nesse sentido”, acrescentou.

Na véspera, o presidente Michel Temer apontou que houve “apenas uma primeira conversa” sobre a possibilidade de ampliação da faixa de isenção do IR, mas reconheceu que a ideia o agradava.

Após dados divulgados nesta manhã terem apontado a abertura de quase 60 mil vagas de emprego formais no país em abril, Meirelles avaliou que esse movimento ganhará força com o tempo e estimou que em cerca de dois anos o país poderá voltar à situação de pleno emprego.

Sobre a reforma da Previdência, reiterou a expectativa que o texto seja aprovado no plenário da Câmara dos Deputados ainda neste mês.

Já em relação à edição da Medida Provisória (MP) sobre as novas condições do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), Meirelles afirmou que o governo concluirá na quarta-feira o formato definido para o escalonamento do pagamento da dívida dos agricultores.

“É um parcelamento em possivelmente 180 meses e algum desconto no pagamento de juros, multa e etc”, disse.

O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), afirmou na véspera que o novo Funrural terá alíquota de 1,5 por cento sobre a receita bruta, ante 2,3 por cento atualmente. Para os que não pagaram o imposto no passado, amparados por liminares, a alíquota deverá continuar em 2,3 por cento até a quitação dos passivos.

(Por Marcela Ayres)

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