Após delação da Odebrecht, Temer pede que base mantenha cronograma de votação da reforma da Previdência.Temer defendeu que todos se empenhem para mostrar normalidade no Brasil.

Após delação da Odebrecht, Temer pede que base mantenha cronograma de votação da reforma da Previdência
Presidente Michel Temer, ministros Henrique Meireles e Antonio Imbassahy e presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em reunião em Brasília. 16/04/2017 Presidência/Marcos Correa/Divulgação via Reuters

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Michel Temer pediu na noite de domingo a parlamentares aliados e ministros que atuem para manter o cronograma de votação da reforma da Previdência no Congresso, proposta que poderia estar em risco de atraso após a abertura de inquérito contra dezenas de integrantes do governo e do Congresso com base nas revelações de delatores da Odebrecht.

Segundo relato à Reuters de uma fonte presente ao encontro, sob condição do anonimato, Temer defendeu que todos se empenhem para mostrar normalidade no Brasil. Três pessoas presentes à reunião disseram que o presidente nem qualquer outro convidado falaram sobre as delações da empreiteira.

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), disse na saída do encontro que Temer se inteirou das últimas tratativas sobre pontos da proposta discutidas entre o relator da matéria, Arthur Maia (PPS-BA), e a equipe econômica.

Na reunião, ficou acertado que o relator vai apresentar, em café da manhã no Palácio do Alvorada na terça-feira, o parecer para o presidente e a base aliada do governo. Segundo Arthur Maia, o objetivo será mostrar claramente que as negociações com o governo foram capazes de “absorver tudo” que as bancadas defenderam de realização de mudanças.

Em seguida, haverá um encontro entre relator, Temer e senadores da base para lhes mostrar o que foi mudado da proposta original do governo em relação ao texto que está prestes a ir à votação na Câmara. Em seguida, o presidente da comissão especial abrirá a reunião do colegiado para que Arthur Maia faça a leitura do seu parecer, no início da tarde de terça.

A expectativa do Palácio do Planalto, segundo a fonte presente à reunião, é que se consiga 80 por cento dos votos para aprovar a proposta na comissão especial depois das modificações feitas pelo relator nos últimos dias.

A intenção do governo é votar o texto do relator na comissão na próxima semana, a partir de 25 de abril, e apreciá-lo no plenário da Câmara em primeiro turno até a segunda semana de maio. O Planalto mantém o discurso de votar a reforma no Senado até meados de julho, antes do recesso legislativo.

“Não existe nem possibilidade nem desejo de mudança desse calendário, e eu estou cada vez mais convencido de que vamos aprovar essa reforma por uma margem elástica de votos”, disse Marun na saída do encontro, acrescentando que as investigações da operação da Lava Jato não vão “atrapalhar” o andamento da reforma.

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