Desdobramento de inquéritos pode embaralhar planos para disputa ao Planalto e afetar agenda de reformas

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Desdobramento de inquéritos pode embaralhar planos para disputa ao Planalto e afetar agenda de reformas

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – A abertura de inquéritos para investigar políticos e autoridades determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin pode atrapalhar os planos de conhecidos pré-candidatos ao Palácio do Planalto em 2018 e a agenda de reformas do governo do presidente Michel Temer.

Relator da operação Lava Jato no STF, Fachin autorizou a abertura de 76 inquéritos para investigar 98 pessoas a partir das delações premiadas feitas por executivas da Odebrecht, no maior desdobramento da operação em relação a autoridades com foro privilegiado, que serão alvos de apurações pela prática principalmente dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

Políticos cotados para disputar o Planalto no próximo ano entraram na mira da delação da Odebrecht. Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve pedido remetido a instância inferior, dois outros estão no foco: o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), alvo de cinco inquéritos no STF abertos por Fachin, e o governador paulista, o tucano Geraldo Alckmin, a quem o relator da Lava Jato remeteu um caso dele para avaliação se abre inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele tem foro.

Além do caso de Alckmin, Fachin remeteu ao STJ o de outros oito governadores. No Supremo, três governadores serão investigados ao lado de autoridades com foro na corte.

Até o momento, as delações não implicaram outros potenciais nomes para 2018, como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), a ex-ministra Marina Silva (Rede), o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

A partir de agora, os inquéritos terão de ser instruídos com a colheita de provas e, se houver indícios robustos de ocorrência de crime, a Procuradoria-Geral da República deverá oferecer denúncia contra os acusados.

O fato de investigações contra autoridade com foro privilegiado historicamente demorar para serem concluídas dificulta os planos de candidatura dos nomes tradicionais da política, porque ficará aquele “peso indefinido” contra os políticos.

No caso de Aécio e Alckmin no PSDB, isso pode ajudar a abrir espaço para uma alternativa como Dória.

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